Eleições 2026

TSE rejeita ação contra vídeo de Bolsonaro feito com IA e livra Flávio de multa

Por 4 votos a 3, ministros entenderam que conteúdo exibido durante convenção partidária não configurou propaganda eleitoral antecipada

Por Felipe Borges
02/09/2026 às 09:04 • 2 min

Tribunal afirma que houve uso indevido da ferramenta por alguém com credenciais do Missão e acionou o Ministério Público Eleitoral. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por 4 votos a 3, uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra o uso de um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava uma manifestação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O conteúdo foi exibido durante a convenção partidária que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Com a decisão, o tribunal também rejeitou a aplicação de multa à campanha do candidato.

A ação questionava o uso da imagem e da voz de Jair Bolsonaro em um vídeo criado por inteligência artificial. O PT sustentava que o conteúdo deveria ser considerado irregular e retirado de circulação.

A maioria dos ministros, porém, entendeu que a exibição do vídeo, no contexto em que ocorreu, não configurou propaganda eleitoral antecipada. Segundo o entendimento vencedor, o conteúdo foi apresentado durante um evento partidário e não continha pedido explícito de votos.

TSE discute regras para deepfake nas eleições

O julgamento também foi marcado pelo debate sobre os limites do uso da inteligência artificial durante o processo eleitoral.

A discussão envolveu a definição de critérios para caracterizar um conteúdo como deepfake e a aplicação das regras eleitorais a materiais sintéticos produzidos com inteligência artificial.

O caso foi considerado relevante por ocorrer em meio ao avanço do uso de ferramentas de IA na comunicação política e às discussões sobre a fiscalização de conteúdos manipulados durante as eleições. A regulamentação eleitoral prevê restrições ao uso de deepfakes capazes de favorecer ou prejudicar candidaturas.

A decisão do TSE estabelece um precedente para a análise de outros casos envolvendo conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial no contexto eleitoral.

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