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Testemunha diz que dona de empresa de rope jump ordenou sumir com vídeos após queda em Limeira

Por Estado do Pará Online
06/07/2026 às 17:59 • 3 min

A Polícia Civil indiciou quatro integrantes do grupo Entre Cordas por homicídio com dolo eventual após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira. A jovem faleceu em junho após ser arremessada da estrutura sem estar conectada à corda de segurança exigida pela modalidade de rope jump. As investigações apontam que os responsáveis assumiram o risco do resultado fatal ao operarem de maneira clandestina.

O inquérito policial revelou que Evelyne dos Santos, apontada como organizadora e CEO da equipe, ordenou a destruição de provas logo após a queda da jovem. Um funcionário confirmou em depoimento ter recebido instruções diretas para recolher a câmera GoPro da vítima e apagar o registro do acidente. Por conta dessa conduta, a coordenadora da atividade responderá também pelo crime de fraude processual.

A tentativa de sumir com evidências em casos de acidentes não foi um comportamento isolado dentro da organização do grupo de esportes radicais. Uma ex-funcionária enviou mensagens de áudio aos investigadores relatando que ordens idênticas foram dadas em um episódio anterior no mesmo local. O procedimento padrão de apagar mídias visava blindar a equipe de fiscalizações e de possíveis reações negativas de familiares.

Três meses antes da tragédia com Maria Eduarda, uma falha grave no mecanismo de freio da corda quase tirou a vida de um menino de nove anos. Na ocasião, a criança chegou a atingir o solo após saltar em conjunto com um dos instrutores da modalidade. O pai da vítima também prestava serviços para a equipe de rope jump e presenciou o ocorrido.

Mesmo após o alerta severo do primeiro acidente com a criança, os organizadores mantiveram o funcionamento da atração clandestina sem as devidas correções nos protocolos. A negligência contínua culminou na queda livre de Maria Eduarda, cujo celular gravou o momento exato em que foi lançada ao vazio sem proteção. Três testemunhas diferentes confirmaram ter visto a retirada rápida do equipamento de filmagem do corpo da jovem.

Com a conclusão dos trabalhos da Polícia Civil nesta semana, quatro pessoas envolvidas diretamente no lançamento da jovem permanecem presas e à disposição da Justiça. Entre os indiciados estão os operadores Vitor de Freitas, Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff, flagrados em vídeo realizando o procedimento técnico incorreto. Outros dois detidos temporariamente no início das apurações tiveram suas ordens de prisão revogadas.

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