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Círio Iluminado inicia oficinas e cursos voltados à formação e inclusão em Belém

Projeto reúne capacitações em produção cultural, artesanato e pintura inclusiva com foco na geração de oportunidades e fortalecimento da cultura paraense

Por Elielson Almeida
21/08/2026 às 11:16 • 4 min

Oficinas também atendem pessoas com deficiência e utilizam a arte como ferramenta de expressão, inclusão e autoestima. (Foto: divulgação)

O projeto Círio Iluminado 2026 iniciou nesta segunda-feira (17), em Belém, um ciclo de formações e oficinas voltado à profissionalização, inclusão artística e geração de oportunidades. A programação reúne atividades destinadas a diferentes públicos e busca ampliar o acesso à capacitação na área cultural.

Patrocinado pela Equatorial Pará, o projeto conta com apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e da Fundação Cultural do Pará, através da Lei Semear. Entre as primeiras ações está o curso de produtor cultural, que já reúne mais de 300 inscritos.

Segundo Olívio Rafael, diretor do Círio Iluminado 2026 e curador do curso, a formação foi pensada para aproximar os participantes da prática profissional e atender à demanda crescente por trabalhadores qualificados no setor cultural.

“O Círio Iluminado 2026 inicia com o objetivo de ensinar a produção cultural na prática, abordando os temas centrais de um evento de sucesso”, afirma.

A capacitação é ministrada por Olívio ao lado da produtora cultural Clara Zallut, que atua há 18 anos na área. A formação aborda diferentes etapas da realização de eventos, incluindo logística, operação de palco, segurança, gestão de riscos e preparação para situações relacionadas às condições climáticas.

Formação para diferentes áreas da cultura

O curso também atrai profissionais que já atuam em diferentes linguagens artísticas. A artista visual Amanda Lopes, integrante do coletivo Pernas e Palmas e brincante do Arraial do Pavulagem há uma década, participa da formação e destaca a importância de aliar a experiência prática ao conhecimento técnico.

Para a designer gráfica Susan Ataíde, a capacitação também amplia as possibilidades de atuação dentro da cadeia cultural paraense. Segundo ela, compreender os bastidores da produção pode ajudar profissionais a desenvolver e gerir os próprios trabalhos. A formação profissional é apresentada pelo projeto como uma das estratégias para fortalecer a cadeia cultural e ampliar oportunidades de trabalho e renda no Pará.

Arte, inclusão e autoestima

Além da capacitação profissional, o Círio Iluminado 2026 também iniciou atividades voltadas à inclusão e à expressão artística. No centro comunitário do bairro do Guamá, começou uma oficina de artesanato com foco na geração de oportunidades e renda.

Na Apae-Belém, teve início o curso de pintura inclusiva, destinado principalmente a pessoas com deficiência intelectual e múltipla. As atividades utilizam a arte como ferramenta de expressão e também de vivência da devoção a Nossa Senhora de Nazaré.

Para Lucas Sacramento, participante da Apae, a atividade representa uma oportunidade de unir a fé ao interesse pelo desenho.

“Para mim representa muita devoção a Nossa Senhora de Nazaré. É uma oportunidade muito legal, gosto muito de desenhar e participar dessa programação”, relata.

A professora de artes Silvana Saldanha, que acompanha as oficinas pelo terceiro ano consecutivo, destaca os efeitos da atividade sobre a autoestima dos participantes. Segundo ela, a possibilidade de produzir e posteriormente ver os trabalhos expostos em espaços públicos contribui para o sentimento de pertencimento e valorização dos alunos.

O projeto segue com as atividades de formação e oficinas ao longo da programação do Círio Iluminado 2026, reunindo ações de profissionalização, arte e inclusão em diferentes espaços de Belém.

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