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Santarém registra primeiro caso suspeito de doença da urina preta após dois anos sem notificações

Município não registrava notificações da síndrome desde 2023; paciente consumiu pescado antes dos sintomas

Por Elielson Almeida
18/07/2026 às 13:41 • 2 min

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Santarém, no oeste do Pará, notificou um novo caso suspeito de Doença de Haff, conhecida como doença da urina preta. Este é o primeiro registro da síndrome no município após dois anos sem notificações. O paciente é um homem de 46 anos, morador do bairro Bela Vista, que apresentou sintomas compatíveis com a doença após consumir pescado.

Segundo a Vigilância em Saúde, o paciente está sendo acompanhado e o caso permanece sob investigação epidemiológica e laboratorial para confirmar ou descartar o diagnóstico. Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) não confirmou a notificação.
A Doença de Haff é uma síndrome rara caracterizada pela rabdomiólise aguda, condição que provoca a destruição das fibras musculares e pode surgir após o consumo de determinados peixes ou crustáceos contaminados por uma toxina ainda não identificada. Mesmo cozido, o pescado pode transmitir a síndrome e não apresenta alterações no sabor ou na aparência.

De acordo com a Semsa, Santarém registrou notificações da doença entre 2021 e 2023, mas não havia contabilizado novos casos em 2024 e 2025. Em 2022, o município registrou o maior número de ocorrências da série recente, com 85 notificações. O pacu foi o peixe mais frequentemente associado aos casos investigados.

Os sintomas costumam surgir entre duas e 24 horas após o consumo do pescado e incluem dor muscular intensa e repentina, fraqueza, rigidez muscular, dor no pescoço, costas ou peito, além de urina escura, semelhante à cor de café ou chá. Náuseas e vômitos também podem ocorrer.

A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com esses sintomas procurem atendimento médico imediatamente e informem qual peixe consumiram, onde o alimento foi adquirido e o horário da refeição. Também é recomendado evitar a automedicação e manter a hidratação até a avaliação médica.

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