A medicina brasileira perdeu uma de suas mentes mais brilhantes com o falecimento da médica Angelita Habr-Gama, aos 93 anos, em São Paulo. A renomada cirurgiã e professora emérita da Universidade de São Paulo (USP) estava internada em um hospital da capital paulista desde o início do mês.
Reconhecida internacionalmente, a especialista integrou o restrito grupo dos cientistas mais influentes do planeta em levantamento conduzido pela Universidade de Stanford. Sua atuação na área de coloproctologia transformou os cuidados de saúde voltados às doenças do intestino grosso.
A pesquisadora revolucionou globalmente as abordagens oncológicas ao criar uma estratégia que evita a remoção cirúrgica do reto em determinados pacientes. O método inovador foca no monitoramento constante após sessões de rádio e quimioterapia para preservar o órgão afetado.
Ao longo de sua trajetória, ela fundou a disciplina médica de sua especialidade no Hospital das Clínicas e presidiu a Associação de Prevenção do Câncer de Intestino. Além disso, a pioneira quebrou barreiras de gênero ao se tornar a primeira mulher membro da tradicional Sociedade Americana de Cirurgia.
O corpo clínico da instituição onde a profissional atuava como pesquisadora manifestou profundo pesar pela perda de sua integridade e dedicação. O legado deixado pela doutora permanece como referência ética e técnica para as novas gerações de profissionais da saúde.
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