O jornalismo paraense perdeu uma de suas maiores referências na manhã deste domingo (31), com a morte do comunicador Carlos Mendes. Aos 76 anos, o profissional enfrentava complicações decorrentes de um câncer cerebral que progrediu para um quadro de falência renal.
A trajetória do jornalista foi marcada pelo pioneirismo na comunicação digital regional ao fundar o portal Ver-o-Fato e o programa político “Linha de Tiro”. Com ampla atuação em rádio, TV e mídia impressa, ele se consolidou como uma voz ativa na cobertura dos principais acontecimentos do Pará.
Antes de liderar seu próprio veículo de comunicação, Mendes atuou de forma destacada como repórter especial no jornal Diário do Pará. Sua competência profissional também o levou a projetar os acontecimentos locais em âmbito nacional como correspondente do Estado de S. Paulo.
O jornalista atravessou internações hospitalares desde abril, enfrentando um período delicado de procedimentos médicos e cirúrgicos. O quadro clínico do paciente agravou-se severamente nas últimas horas devido a uma hemorragia que comprometeu suas funções vitais.
Até seus últimos dias de atividade, o editor-chefe do Ver-O-Fato permaneceu à frente de seu portal de notícias, em que ele escrevia matérias relevantes do mundo político e temas de interesses amazônicos. Além disso, Carlos era requisitado para proferir palestras em eventos de ufologia, após ter feito a cobertura da Operação Prato, investigação da ditadura sobre fenômenos ufológicos, com aparição de discos voadores na região do Pará.
O legado deixado por Carlos Mendes permanece como um marco de seriedade e compromisso com a informação de interesse público no estado.
O EPOL está em contato com a família para notificar o local do velório onde a família e amigos farão sua despedida do jornalista aguerrido que nos deixou nesta manhã.
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