A pouco menos de um ano da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil entre junho e julho, o futebol feminino nacional apresenta números de crescimento em diferentes áreas. Um levantamento divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mostra evolução no calendário de competições, na participação de clubes e no volume de jogos organizados pela entidade.
Entre 2021 e 2026, o número de competições femininas nacionais passou de seis para nove, um crescimento de 50%. No mesmo período, a quantidade de clubes envolvidos em torneios adultos e de categorias de base aumentou de 58 para 79 equipes, enquanto o número de partidas subiu de 398 para 712, uma alta de 79%.
O avanço também aparece na comparação entre as últimas temporadas. Apenas em 2026, cinco novos clubes passaram a disputar competições de base. Além disso, houve crescimento no número de jogos do Campeonato Brasileiro Feminino A1, com aumento de 25%, enquanto as séries A2 e A3 registraram altas de 91% e 62%, respectivamente. A Copa do Brasil Feminina também teve crescimento de 12,5% no número de partidas.
Para ampliar o alcance da modalidade, a CBF passou a transmitir, por meio da CBF TV, todos os jogos da Copa do Brasil Feminina e dos Campeonatos Brasileiros A1, Sub-20 e Sub-17. A entidade também assumiu as transmissões das fases decisivas dos Brasileiros A2 e A3.
O crescimento do calendário acompanha a expansão das principais competições nacionais. O Campeonato Brasileiro Feminino foi criado em 2013, ganhou a divisão A2 em 2017 e passou a contar com a A3 em 2022. Já a Copa do Brasil Feminina, criada em 2007 e retirada do calendário em 2017, retornou em 2025 com um novo formato, reunindo equipes das três principais divisões do futebol feminino.
Além do aumento no número de jogos e participantes, a CBF também promoveu reajustes financeiros para a temporada de 2026. A Supercopa Feminina passou a distribuir R$ 1 milhão ao campeão e R$ 600 mil ao vice, enquanto o Campeonato Brasileiro A1 teve a cota de participação elevada para R$ 720 mil por clube na primeira fase, o dobro do valor anterior.
Na Série A1, o campeão receberá R$ 2 milhões e o vice-campeão R$ 1 milhão. Já a Série A2 terá cota de participação de R$ 360 mil para os clubes da primeira fase, enquanto a A3 distribuirá R$ 120 mil por equipe. Na Copa do Brasil Feminina, as cotas de participação foram dobradas em todas as fases, e as competições Sub-20 e Sub-17 tiveram reajuste de 10%.
Entre 2024 e 2029, a CBF projeta investimento superior a R$ 685 milhões nas competições femininas. A previsão da entidade é ampliar em 41% o calendário nacional e em 84% o número de partidas organizadas pela confederação durante o período.
Com a realização da Copa do Mundo Feminina no país em 2027, a expectativa da CBF é que o aumento de investimentos, calendário e visibilidade contribua para o fortalecimento da modalidade e para uma maior estruturação dos clubes brasileiros.
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