O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados que não aceitou a derrota sofrida pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, no Senado Federal e pretende insistir em uma nova indicação do nome dele para o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
Segundo a reportagem, Lula tem dito em conversas reservadas que considera equivocada a rejeição de Messias pelos senadores e avalia que a derrota foi resultado de uma disputa política que ultrapassa a discussão sobre o nome indicado para a Corte.

De acordo com a CNN, o presidente pretende atuar pessoalmente nas articulações para tentar viabilizar uma nova aprovação do atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU). Lula também teria sinalizado a interlocutores que pretende conversar inclusive com parlamentares da oposição para buscar apoio ao nome de Messias.
Ainda não há definição sobre quando uma eventual nova indicação poderá ser formalizada. Nos bastidores, segundo a emissora, o presidente mantém a avaliação de que a rejeição não encerra a possibilidade de o advogado-geral da União ocupar uma vaga no Supremo.
Jorge Messias teve o nome rejeitado pelo Senado em abril deste ano, em uma votação considerada histórica. O indicado recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, além de uma abstenção. Para ser aprovado, eram necessários ao menos 41 votos.
Segundo a CNN, Lula avalia que houve articulação política contra a indicação dentro do Senado. A reportagem aponta que o presidente atribui parte da resistência ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que teria atuado contra a aprovação do nome.
Outra informação divulgada pela emissora é que Lula reafirmou a aliados o compromisso político com Jorge Messias. Em reportagem publicada pela CNN, fontes relataram que o presidente conversou com o advogado-geral da União após a derrota no Senado e sinalizou que pretende encontrar o momento adequado para uma nova tentativa de indicação.
Apesar da disposição do Palácio do Planalto, senadores ouvidos pela CNN apontam dificuldades regimentais para que uma nova indicação de Messias seja analisada ainda nesta mesma sessão legislativa. Parlamentares afirmam que as regras internas da Casa podem impedir a reapresentação imediata de um nome já rejeitado anteriormente pelo plenário.
A movimentação ocorre em meio às negociações políticas entre o governo federal e o Congresso Nacional e recoloca no centro do debate a disputa em torno das indicações para o Supremo Tribunal Federal.
Com informações da CNN Brasil*
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