A convocação para a Copa do Mundo transformou em realidade um sonho que começou ainda na comunidade. Aos 19 anos, Rayan será um dos jogadores mais jovens da Seleção Brasileira no Mundial de 2026 e não escondeu a emoção ao falar sobre o momento vivido na Granja Comary.
O atacante destacou o peso da conquista pessoal e também da família ao ouvir o nome na lista de Carlo Ancelotti. Ao lado de Endrick, ele é o mais novo do grupo brasileiro que buscará o hexacampeonato.
“É um momento de muita felicidade, de desfrutar. Com 19 anos, disputar uma Copa do Mundo é para poucos. Ouvir o meu nome na lista foi um momento de felicidade, não só para mim, mas para a minha família também. Um menino que veio da comunidade disputar uma Copa do Mundo, estou muito feliz, muito honrado e agora é desfrutar do momento e trazer o hexa para o Brasil”, disse.
Vivendo a primeira experiência no futebol inglês, Rayan afirmou que a adaptação rápida ao Bournemouth ajudou diretamente na evolução. O atacante chegou ao clube cercado de expectativa e respondeu logo nos primeiros jogos.
Segundo ele, a sequência positiva na Premier League foi importante para ganhar confiança e entrar no radar definitivo da comissão técnica da Seleção.
“É um momento de muita felicidade jogar na Premier League. Cheguei lá já começando muito bem, o clube tem uma estrutura muito boa. Chegar lá, no primeiro jogo já dando assistência e no segundo já fazendo gol é uma bagagem muito forte. Esses momentos fizeram com que eu chegasse até aqui, e estou muito feliz também que colocamos o clube nas competições europeias”, finalizou.
Na convivência diária com os veteranos, Rayan revelou que recebe orientações constantes de jogadores mais experientes do elenco. Casemiro e Danilo foram citados pelo jovem como referências dentro da delegação brasileira.
O atacante contou que os líderes incentivam os mais novos a atuarem com personalidade, mas sem esquecer a responsabilidade de vestir a camisa da Seleção.
“O Casemiro e o Danilo conversam sempre com a gente, comigo e com o Endrick. Somos os mais jovens do grupo. Temos 19 anos e muito a trabalhar ainda, muito o que aprender. Como mais velhos, eles têm uma liderança muito forte e falam sempre para entrarmos em campo e jogar leve, jogar com o peso que o Brasil tem, porque com 19 anos temos que entrar no campo e fazer o que sabemos fazer de melhor, que é ajudar a Seleção Brasileira”, afirmou o carioca.
Além da passagem pelo Vasco, clube onde ficou dos seis aos 19 anos, Rayan também valorizou a importância das categorias de base da Seleção Brasileira na formação. Campeão sul-americano nas categorias Sub-17 e Sub-20, ele destacou o aprendizado acumulado antes da chegada ao elenco principal.
“Quando você está na base, aprende muita coisa. Nosso coordenador da base é o Branco. Ele conversava muito com a gente que, quando chegasse à Seleção Principal, íamos chegar com uma bagagem muito forte, porque a gente aprende muita coisa. Então chegamos aqui com uma aprendizagem muito forte, porque aprendemos muitas coisas com muitos profissionais”, afirmou.
Ao falar sobre o Vasco, o atacante adotou tom de gratidão e definiu o clube carioca como peça fundamental em sua trajetória até a Copa do Mundo.
“O Vasco foi a minha segunda casa, dos seis aos 19 anos, e sempre me ajudou. Fico muito feliz e sou muito grato por tudo que o Vasco fez por mim”, concluiu.
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