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MPF cobra ações após avanço do Comando Vermelho em garimpo

Por Kaio Rodrigues
11/07/2026 às 16:46 • 2 min
MPF cobra ações após avanço do Comando Vermelho em garimpo

Grupo Especial de Fiscalização / Ibama

Garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, voltou ao centro das atenções após o Ministério Público Federal (MPF) abrir um procedimento para acompanhar o cumprimento de uma decisão judicial que determina ações de combate à exploração irregular na área.

O MPF estabeleceu um prazo de 15 dias para que União, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Agência Nacional de Mineração (ANM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apresentem informações sobre as providências adotadas.

A medida foi tomada porque, segundo o órgão ministerial, ainda não há comprovação de que as determinações impostas pela Justiça estejam sendo executadas. Além disso, o procedimento busca esclarecer se houve falhas na articulação entre as instituições responsáveis pela proteção do território.

A decisão judicial que originou a cobrança é resultado de uma ação civil pública proposta pelo MPF em 2017. Na ocasião, a Justiça determinou que os órgãos federais elaborassem e colocassem em prática um plano voltado ao enfrentamento da mineração clandestina dentro da terra indígena.

Nos últimos anos, a situação na região se agravou. Investigações da Polícia Federal apontam que áreas de extração ilegal de ouro passaram a ser controladas pelo Comando Vermelho, que utilizariam a atividade como fonte de financiamento. A proximidade com a fronteira boliviana também é apontada pelas autoridades como fator que favorece a atuação do crime organizado.

Ao longo de 2025, operações integradas destruíram equipamentos e acampamentos usados pelos garimpeiros. Apesar das ações, dados de monitoramento indicam que a Terra Indígena Sararé continua registrando o maior número de alertas de atividade garimpeira entre os territórios indígenas do país.

A reportagem procurou a União, a Funai, a ANM, o Ibama e o Incra para saber quais medidas vêm sendo adotadas para cumprir a decisão judicial e reforçar o combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé. O retorno é aguardado.

Com Informações do G1-MT

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