Eleições 2026

TSE marca reunião para discutir uso de inteligência artificial nas eleições de 2026

Reunião marcada por Nunes Marques ocorre após vídeo de IA com imagem de Jair Bolsonaro ser exibido em convenção do PL

Por Felipe Borges
11/08/2026 às 09:48 • 3 min

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta quinta-feira (13) uma reunião com os demais integrantes da Corte para discutir o uso de inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026. O encontro ocorrerá após a sessão plenária da manhã.

A reunião acontece em meio à repercussão de um vídeo produzido com inteligência artificial e exibido durante a convenção do Partido Liberal (PL), em 25 de julho, que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.

Discussão sobre inteligência artificial

Segundo as informações divulgadas, os ministros do TSE devem buscar um entendimento comum sobre o uso da tecnologia durante a campanha eleitoral. A definição poderá servir como referência para outros casos envolvendo conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial.

Nunes Marques também deverá definir a data do julgamento relacionado ao caso envolvendo o vídeo com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Justiça Eleitoral proíbe o uso de deepfakes, ou conteúdos sintéticos, para substituir a imagem ou a voz de pessoas vivas, ainda que haja autorização.

Vídeo de Jair Bolsonaro

Na gravação apresentada durante a convenção do PL, Jair Bolsonaro aparece pedindo apoio à candidatura do filho. O material utiliza inteligência artificial para alterar a imagem e a voz do ex-presidente e informa que o conteúdo foi produzido com a tecnologia.

No vídeo, Bolsonaro afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária” e declara que nenhuma prisão calaria o sentimento de esperança. Em seguida, pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto.

A campanha de Flávio Bolsonaro tem utilizado a imagem do pai durante a disputa eleitoral. A defesa do candidato afirma que o material não configura deepfake porque apresenta um aviso indicando que a imagem e a voz foram alteradas por inteligência artificial.

O caso também foi levado ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A legenda apontou possível descumprimento de medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que está proibido de acessar redes sociais, inclusive de forma indireta.

A reunião marcada por Nunes Marques deverá discutir justamente os limites para o uso da inteligência artificial no processo eleitoral e o tratamento de casos envolvendo conteúdos sintéticos durante a campanha de 2026.

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