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Romário recorre após Justiça mandar penhorar valores que receberia da CazéTV

Defesa do senador contestou a decisão da Justiça do Rio de Janeiro, que determinou a penhora de pagamentos ligados à participação do ex-jogador nas transmissões da Copa do Mundo de 2026

Por Felipe Borges
04/08/2026 às 09:41 • 3 min

Foto: Reprodução/Youtube

O senador Romário (PL-RJ) entrou com recurso contra a decisão da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que determinou a penhora dos valores que ele tem a receber da CazéTV. A medida faz parte de um processo de cobrança de uma dívida de R$ 32,4 milhões.

O recurso, do tipo agravo de instrumento, foi distribuído ao desembargador Cleber Ghelfenstein, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que será responsável por analisar o caso. O processo tramita sob segredo de Justiça e ainda não há decisão sobre o pedido apresentado pela defesa.

Justiça também solicitou contratos da CazéTV

Além da penhora dos valores, a decisão determina que a CazéTV apresente à Justiça a íntegra dos contratos firmados com Romário, incluindo propostas, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e outros documentos relacionados à contratação do ex-jogador.

A determinação também prevê que a emissora informe se algum contrato referente à participação de Romário na cobertura da Copa do Mundo de 2026 foi firmado por empresas parceiras ou integrantes do mesmo grupo econômico. Caso isso tenha ocorrido, a empresa deverá identificar a contratante e a responsável pelos pagamentos.

Romário participou das transmissões da CazéTV durante o Mundial realizado nos Estados Unidos. Segundo informações do processo, durante a competição o senador decidiu devolver parte do salário correspondente aos dias em que permaneceu no país.

Dívida supera R$ 32 milhões

A cobrança é resultado de uma ação de cumprimento de contrato movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e uma empresa ligada ao parlamentar. O processo está em fase de cumprimento de sentença.

Segundo os autos, a dívida teve origem em um contrato firmado para a administração do estacionamento do Café Onze Bar, empreendimento do qual Romário era sócio. Após o encerramento das atividades do estabelecimento, em 2011, teve início uma disputa envolvendo a retirada dos elevadores de veículos utilizados no local.

Ainda conforme o processo, Romário assinou um termo de confissão de dívida em valor próximo de R$ 1,5 milhão, mas, segundo a empresa, o compromisso não foi cumprido. Com a incidência de juros, correção monetária e demais encargos, o débito alcançou os atuais R$ 32,4 milhões.

Outros bens já foram alvo de penhora

Em decorrência da dívida, a Justiça já determinou a penhora de um imóvel, uma lancha e um veículo Porsche pertencentes ao ex-atleta. Além disso, também foram impostas restrições, por meio do sistema Renajud, sobre um Audi e um Peugeot vinculados ao senador.

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