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Remo precisa fazer conta de campeão para evitar a Série B

Com 11 rodadas pela frente, Leão terá que buscar uma campanha muito acima da atual para transformar o cenário de luta contra o rebaixamento.

Por Kaio Rodrigues
15/09/2026 às 15:29 • 2 min
Remo precisa fazer conta de campeão para evitar a Série B

Raul Martins / Remo

Com 23 pontos em 27 rodadas, o Remo tem 11 jogos para tentar evitar o rebaixamento à Série B. O cenário é complicado, mas os números mostram qual precisa ser o tamanho da reação azulina na reta final do Brasileirão.

Pelos cálculos da UFMG, 44 pontos colocariam o Leão em uma faixa de 92,8% de chance de escapar da queda. Para chegar a essa marca, o Filho da Glória e do Triunfo precisa somar mais 21 pontos dos 33 que ainda estarão em disputa.

Isso representa um aproveitamento de 63,6% nas 11 rodadas restantes. Na prática, seriam sete vitórias nos próximos jogos para atingir os 44 pontos, sem depender de nenhum empate. O aproveitamento em questão ficaria atrás apenas do líder Flamengo (70%) e do vice-líder Palmeiras (69%). O Athletico Paranaense, por exemplo, que ocupa a terceira colocação, soma 56% até aqui.

📊 O que o Remo precisa fazer

  • 40 pontos: +17 pontos | 51,5% de aproveitamento
  • 41 pontos: +18 pontos | 54,5%
  • 42 pontos: +19 pontos | 57,6%
  • 43 pontos: +20 pontos | 60,6%
  • 44 pontos: +21 pontos | 63,6%
  • 45 pontos: +22 pontos | 66,7%
  • 46 pontos: +23 pontos | 69,7%

A margem fica ainda mais confortável com 45 pontos. Segundo a projeção da UFMG, essa pontuação representa 98,2% de chance de permanência, mas exige que o Remo conquiste 22 dos 33 pontos restantes, equivalente a 66,7% de aproveitamento.

O desafio é que o time não pode contar apenas com a própria campanha. Grêmio e Vasco têm 28 pontos em 26 jogos, enquanto Internacional soma 28 em 27 partidas e Mirassol tem 29. Ou seja, alguns concorrentes ainda possuem partidas a cumprir e podem aumentar a distância.

O Remo chega à reta final após a derrota por 2 a 1 para o Bahia, a quarta consecutiva no Brasileirão, e segue na vice-lanterna. Para transformar uma situação de 89,6% de risco de queda na UFMG em uma luta real pela permanência, o clube terá de buscar um aproveitamento próximo ou superior a dois terços dos pontos restantes.

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