Eleições 2026

PSOL lança no Pará primeira pré-candidatura coletiva formada apenas por pessoas trans à Câmara dos Deputados

Por Estado do Pará Online
19/06/2026 às 15:31 • 2 min
Bancada Transformar reúne três lideranças paraenses e inclui, até o momento, a única pré-candidatura transmasculina do país à Câmara Federal em 2026.

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O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) oficializou no Pará a pré-candidatura da Bancada Transformar à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. O coletivo se apresenta como a primeira candidatura coletiva composta integralmente por pessoas trans a disputar uma vaga no Legislativo federal no Brasil.

Além do caráter inédito, a iniciativa reúne, até o momento, a única presença transmasculina do país na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. O grupo é formado por lideranças com atuação em movimentos sociais, educação popular, cultura e direitos humanos no Pará.

Um dos integrantes é Nicolas Ravi, educador popular e fundador do Cursinho Popular João W. Nery, considerado o primeiro preparatório voltado para pessoas trans da Região Norte. Estudante de Ciências Sociais, ele também desenvolve pesquisas nas áreas de gênero, sexualidade e educação e atua no Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat).

A bancada também conta com Caytt Catrin, travesti e ativista histórica dos direitos das mulheres e da população LGBTQIAPN+ no Pará. Sua trajetória é ligada ao Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Gretta) e ao movimento LGBT paraense.

Completa o coletivo Liberty Lima, natural de Cametá. Ribeirinha, historiadora e doutoranda da Universidade Federal do Pará (UFPA), ela desenvolve trabalhos voltados à cultura e à valorização das identidades amazônicas.

Educação, cultura e direitos humanos são prioridades

Segundo o grupo, a atuação parlamentar será estruturada em três eixos principais: educação, cultura e direitos humanos. Entre as propostas defendidas estão a ampliação da educação popular e da permanência estudantil, o fortalecimento das políticas culturais com foco na identidade amazônida e a defesa dos direitos humanos, com ênfase no combate à transfobia, ao racismo, ao feminicídio e à violência de gênero.

Em manifesto divulgado pelo coletivo, a Bancada Transformar afirma que o projeto vai além da busca por uma cadeira no Congresso Nacional e pretende ampliar a participação de grupos historicamente sub-representados nos espaços de decisão.

O documento destaca ainda a intenção de levar para o debate nacional experiências ligadas à educação popular, à militância travesti e à identidade cultural e ribeirinha da Amazônia.

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