Protesto pede justiça por mortos durante ação da PM em Belém - Estado do Pará Online

Protesto pede justiça por mortos durante ação da PM em Belém

Familiares das vítimas afirmam que homens mortos durante operação policial não tiveram chance de defesa

Reprodução/Redes sociais

Moradores, amigos e familiares das vítimas mortas durante uma ação da Polícia Militar realizada na última quinta-feira (21), em Belém, participam na noite desta terça-feira (26) de um protesto pedindo justiça e esclarecimentos sobre o caso. A manifestação ocorre na Praça do Panorama XXI, na Avenida Augusto Montenegro.

O ato foi organizado após familiares contestarem a versão oficial apresentada pelas forças de segurança, que apontava confronto durante a operação realizada em uma propriedade conhecida como Sítio Natureza. Segundo testemunhas e moradores da área, as vítimas não teriam reagido à abordagem policial.

Com cartazes e pedidos de justiça, os manifestantes cobram investigação rigorosa sobre as circunstâncias das mortes e responsabilização caso sejam confirmados excessos durante a ação.

Entre os mortos está Rhingo Miguel Macedo da Silva, proprietário do imóvel onde a operação aconteceu. Segundo relatos repassados à equipe de reportagem do Estado do Pará Online (EPOL), ele trabalhava de forma autônoma no ramo de eventos e não possuía antecedentes criminais. Familiares afirmam que o espaço havia sido herdado recentemente do pai, que faleceu há pouco tempo.

Outra vítima identificada foi Haroldo, que atuava como enfermeiro e também trabalhava como vigia em uma Usina da Paz. Pessoas próximas afirmam que ele era conhecido na comunidade e questionam a versão de que teria participado de confronto armado.

De acordo com moradores da região, equipes da Polícia Militar chegaram ao local derrubando o portão e efetuando disparos logo no início da abordagem. Os relatos divergem da versão inicial apresentada pelas autoridades.

Os manifestantes afirmam que o protesto busca chamar atenção para a necessidade de transparência nas investigações e garantir que o caso seja apurado com imparcialidade pelas autoridades competentes.

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