Brasil

PF prende 11 pessoas em operação contra fraudes no registro de armas de colecionadores

Operação Polaridade cumpriu 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão; fuzis e pistolas foram confiscados

Por Lucas Neves
04/09/2026 às 22:44 • 2 min
armas de colecionadores

Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal prendeu 11 pessoas em flagrante durante uma operação deflagrada nesta sexta-feira (4) para desarticular um grupo suspeito de fraudar processos administrativos relacionados à aquisição e ao registro de armas de fogo por Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

Batizada de Operação Polaridade, a ação cumpriu 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em diferentes municípios do Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo. Durante as diligências, os agentes localizaram fuzis e pistolas. As equipes continuam procurando os demais investigados que ainda não foram presos.

O caso começou a ser apurado depois que a Polícia Federal identificou irregularidades em processos analisados pela delegacia de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a investigação, um funcionário terceirizado que atuava na análise de documentos do setor responsável por armas teria autorizado pedidos mesmo sem a documentação exigida ou utilizando arquivos falsos e incompatíveis com as regras.

Entre as irregularidades encontradas estão documentos repetidos em diferentes solicitações, comprovantes de residência falsificados e processos sem informações obrigatórias. A investigação também encontrou possíveis conexões entre alguns dos pedidos considerados suspeitos e armas que acabaram apreendidas anteriormente em uma ação policial.

Investigados podem responder por vários crimes

A PF apura a possível participação dos envolvidos em crimes como organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.

A corporação ainda analisa o material recolhido durante os mandados para identificar outras possíveis irregularidades e eventuais envolvidos no esquema. As diligências seguem em andamento.

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