O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Justiça Eleitoral a cassação da prefeita de São João de Pirabas, Kamily Araújo (MDB), e do vice-prefeito Fernando Tigrão (MDB), sob a alegação de supostas irregularidades praticadas durante a campanha eleitoral de 2024.
Na manifestação apresentada à Justiça, o MPE sustenta a existência de indícios de abuso de poder econômico, abuso de poder político e suposta prática de caixa dois eleitoral. O pedido inclui ainda a declaração de inelegibilidade dos investigados pelo período previsto na legislação eleitoral.
Ainda segundo o Ministério Público Eleitoral, a prestação de contas da campanha teria omitido despesas consideradas relevantes para a realização de eventos políticos, incluindo gastos com combustível, veículos, motoristas e estrutura utilizada em atos de campanha.
Entre os elementos apontados pelo Ministério Público está a realização de carreatas e motociatas ao longo do período eleitoral. O órgão argumenta que os gastos oficialmente declarados com combustível seriam incompatíveis com a dimensão dos eventos realizados durante a campanha.

O MPE também menciona movimentações financeiras relacionadas ao abastecimento de combustíveis no município durante o período eleitoral, circunstância que, segundo o MPE, merece análise pela Justiça Eleitoral para verificar eventual utilização indevida de recursos públicos em benefício da campanha.
Com base nesses elementos, o Ministério Público Eleitoral requereu a cassação dos diplomas da prefeita e do vice, além da aplicação das sanções previstas na legislação eleitoral em caso de eventual reconhecimento das irregularidades apontadas.
O portal Estado do Pará Online solicitou um posicionamento para a prefeita Kamily Araújo e ainda aguarda um posicionamento.
Com informações do portal Ver-o-Fato*
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