Política

Lula diz que não pedirá fim de investigações contra Lulinha: “Faça como eu fiz e saia com a cabeça ainda mais erguida”

Ao defender o filho, Lula fez referência à própria trajetória e à prisão na Lava Jato, afirmando que Lulinha deve enfrentar as investigações sem medo.

Por Estado do Pará Online
14/08/2026 às 13:25 • 3 min

Foto: Reprodução/Não Inviabilize

Durante entrevista concedida aos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, nesta sexta-feira (14), o presidente Lula afirmou que acredita na defesa de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, atualmente alvo de três inquéritos no STF sobre suspeita de tráfico de influência junto ao governo federal. Segundo Lula, apenas o próprio Lulinha sabe o que ocorreu nos casos investigados.

Entretanto, o pai destacou que ninguém pedirá o fim das investigações. Durante a entrevista, Lula aconselhou que o filho encare o processo e “saia com a cabeça ainda mais erguida”, fazendo uma referência às investigações das quais foi alvo e à prisão decorrente da Operação Lava Jato, posteriormente anulada pela Justiça.

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“Quero que ele faça como eu fiz. Fiquei preso e saí com a cabeça ainda mais erguida”

O que dizem os inquéritos?

Nos três inquéritos que atualmete estão no Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal investiga se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria atuado como intermediário ou usou sua influência política para favorecer empresas privadas em negócios com o governo.

Em um deles, a PF investiga se Lulinha teria ajudado empresários a abrir portas no Ministério da Saúde para facilitar a comercialização de produtos à base de cannabis medicinal. A apuração envolve o ‘Careca do INSS’, e a empresária Roberta Luchsinger. Entretanto, o Ministério da Saúde afirma que não contratou nem repassou recursos à empresa citada.

Já no segundo inquérito, a investigação apura se apura se Lulinha teria intercedido junto à Dataprev, empresa pública ligada ao INSS, para favorecer um empresário do setor de segurança cibernética e proteção de dados. A PF investiga também a possibilidade de uma viagem de Lulinha ter sido custeada por esse empresário como eventual contrapartida. Oficialmente, a Dataprev nega ter contratos com a empresa investigada.

Na terceira apuração, autorizada pelo ministro Flávio Dino, a ivestigação é sobre um possível tráfico de influência envolvendo uma empresa de tecnologia que possui contratos de aproximadamente R$ 81 milhões com o governo federal. A PF pretende esclarecer se Lulinha teria utilizado sua relação familiar com o presidente para influenciar a obtenção desses contratos. O caso também envolve Roberta Luchsinger e tramita sob sigilo.

Vale destacar que os três inquéritos não investigam uma possível participação de Lulinha nas fraudes do INSS. Afinal, a ligação com o escândalo surgiu após pessoas e empresas relacionadas aos inquéritos também aparecem nas investigações ligadas ao caso, principalmente envolvendo o ‘Careca do INSS’. A partir dessas conexões, a PF passou a investigar possíveis negócios e supostos atos de influência envolvendo o investigado.

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