Brasil

Justiça revoga prisão preventiva de Oruam e retira acusação de tentativa de homicídio

Rapper seguirá respondendo por outros crimes e deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça do Rio de Janeiro.

Por Ludmila Viana
01/08/2026 às 18:55 • 3 min

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, em um processo relacionado à confusão envolvendo policiais civis durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência. A decisão foi proferida pela juíza Tula Mello, da 3ª Vara Criminal, que também afastou a acusação de tentativa de homicídio.

Com a nova decisão, Oruam continuará respondendo pelos crimes de lesão corporal, ameaça, resistência, desacato e dano ao patrimônio público. Segundo a magistrada, não foi possível comprovar que o cantor assumiu o risco de matar os policiais ou que tenha sido o responsável por lançar a pedra que atingiu os agentes.

A defesa do artista informou que ele responderá ao processo em liberdade, desde que cumpra uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas estão o comparecimento mensal ao cartório para informar suas atividades, a obrigação de manter endereço atualizado, a proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas consideradas de risco para operações policiais, além de não manter contato ou se aproximar dos demais acusados. O rapper também não poderá deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização judicial e deverá permanecer em recolhimento domiciliar entre 20h e 6h.

A decisão também absolveu sumariamente Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos, que respondiam ao mesmo processo. Com isso, os três deixarão de utilizar tornozeleiras eletrônicas.

Relembre o caso

O processo tem origem em uma ocorrência registrada em 21 de julho de 2025, quando policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a antiga residência de Oruam, no bairro do Joá, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado. Durante a ação, o jovem conseguiu fugir enquanto, segundo a investigação, Mauro e outras pessoas apedrejavam uma viatura descaracterizada.

Três dias após a ocorrência, o rapper se apresentou à polícia e permaneceu preso por cerca de 50 dias. Posteriormente, a prisão foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. No início deste ano, após descumprir essas determinações, ele voltou a ser considerado foragido e teve um novo pedido de prisão decretado.

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