Cidades

Vigilante apontado como autor de ataque em Juruti havia sido preso por violência doméstica semanas antes

Investigado teve a prisão preventiva revogada cerca de três semanas antes do ataque que deixou dois mortos e uma mulher gravemente ferida.

Por Ludmila Viana
01/08/2026 às 17:07 • 2 min

Reprodução/ Redes sociais

O vigilante Willame de Lira Lopes, de 35 anos, apontado como responsável pelo ataque a tiros ocorrido em Juruti, no oeste do Pará, havia sido preso por violência doméstica menos de um mês antes do crime. Conforme informações divulgadas pelo g1 Santarém, ele chegou a ter a prisão preventiva decretada, mas foi colocado em liberdade dias depois mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Segundo documentos judiciais, Willame foi preso em flagrante no dia 3 de julho, suspeito de agredir a então companheira durante um episódio de violência doméstica. A investigação aponta que ele teria provocado lesões na vítima, feito ameaças com uma faca e impedido que ela buscasse ajuda após as agressões.

Na audiência de custódia, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva, considerando a gravidade dos fatos e o risco de novos crimes. A decisão também levou em conta que o investigado trabalhava como vigilante, profissão que lhe permitia o acesso a arma de fogo durante o expediente.

Entretanto, no dia 10 de julho, a prisão foi revogada. Conforme o g1 Santarém, o magistrado entendeu que a adoção de medidas cautelares e protetivas seria suficiente para garantir o andamento do processo. Entre elas estavam a proibição de manter contato com a vítima, de se aproximar a menos de 100 metros, de frequentar bares e casas noturnas e de portar arma de fogo fora do exercício da função.

Como ocorreu o ataque em Juruti

Na noite desta sexta-feira (31), Willame invadiu uma residência em Juruti e efetuou disparos contra Wellington Sousa dos Reis, que morreu no local. Em seguida, atirou contra Frandeilza de Sousa dos Santos e contra Maria Luz de Sousa Lopes, filha do casal.

A criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Após os disparos, o vigilante atirou contra a própria cabeça e morreu. Frandeilza foi socorrida e permanece internada em estado grave. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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