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Julgamento de acusado de matar Priscyla Soares é encerrado sem sentença em Belém; juiz determina perícia do local onde jovem morreu

Juiz dissolveu Conselho de Sentença e determinou perícia em fotos e vídeos publicados no Instagram; nova sessão do Tribunal do Júri ainda não tem data.

Por Alexandre Alencar
04/09/2026 às 15:39 • 4 min
Juiz dissolveu Conselho de Sentença e determinou perícia em fotos e vídeos publicados no Instagram; nova sessão do Tribunal do Júri ainda não tem data

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O julgamento de Luis Felipe Magno Paraense da Costa, acusado de matar Priscyla Soares Gomes e modificar a cena do crime para simular um suicídio, terminou sem sentença na noite de quinta-feira (4), no Fórum Criminal de Belém.

Durante a sessão, o juiz Cláudio Hernandes Silva Lima decidiu dissolver o Conselho de Sentença e determinou a realização de uma perícia técnica em vídeos e fotografias relacionados ao caso. O material teria sido publicado em páginas do Instagram, mas não fazia parte dos autos do processo.

Segundo o magistrado, a análise técnica é necessária para garantir que o conteúdo seja devidamente verificado e para preservar os direitos tanto da vítima quanto do acusado. Depois da perícia, o laudo deverá ser anexado ao processo. Somente após essa etapa será realizado um novo julgamento.

Ainda não existe uma data definida para a próxima sessão do Tribunal do Júri.

Imagens motivaram suspensão do julgamento

Durante o julgamento, o juiz comunicou aos jurados que havia tomado conhecimento da existência de páginas no Instagram que apresentariam imagens do corredor do apartamento onde Priscyla foi encontrada morta, no bairro do Mangueirão, em Belém.

Como esse material não havia sido incluído anteriormente no processo, o magistrado entendeu que era necessário interromper a sessão para que as imagens fossem submetidas a uma avaliação técnica.

Com isso, o processo deverá permanecer aguardando a realização da perícia, elaboração do laudo e inclusão do resultado nos autos antes que o Tribunal do Júri volte a analisar o caso.

Acusação aponta estrangulamento e alteração da cena

Priscyla Soares Gomes, de 29 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, em fevereiro de 2023. Luis Felipe responde pelas acusações de homicídio qualificado e fraude processual.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a vítima teria sido morta por estrangulamento e, posteriormente, a cena teria sido modificada para criar a aparência de um suicídio.

Durante a sessão, o juiz fez a leitura da denúncia, que possui 65 páginas. Conforme o documento, a causa da morte foi apontada como asfixia mecânica provocada por estrangulamento.

A denúncia afirma ainda que Priscyla foi encontrada com um cabo de antena enrolado duas vezes ao redor do pescoço, sem nó. O documento também descreve lesões que, segundo a acusação, seriam compatíveis com uma possível luta corporal entre a vítima e o agressor.

Um médico legista ouvido pelos jurados afirmou que Priscyla não teria cometido suicídio. O profissional apresentou durante o depoimento elementos observados no exame realizado no corpo da vítima.

O delegado responsável pela investigação também prestou depoimento. Segundo o relato apresentado durante o julgamento, ele teria tido acesso a imagens que mostrariam Luis Felipe no local onde o crime ocorreu.

Defesa apresenta testemunha como álibi

A defesa de Luis Felipe também levou uma testemunha ao julgamento. A mulher afirmou manter uma relação de amizade e envolvimento afetivo com o acusado havia aproximadamente cinco ou seis meses.

Segundo o depoimento, no dia em que Priscyla teria sido morta, Luis Felipe teria ido buscá-la no trabalho, em um shopping. Os dois, conforme a versão apresentada, saíram para lanchar e depois seguiram para a residência dela.

A testemunha afirmou que o acusado teria passado a noite em sua casa e deixado o imóvel somente na manhã seguinte. O relato foi apresentado pela defesa como álibi para Luis Felipe, já que colocaria o réu em outro local durante o período em que, segundo a acusação, Priscyla teria sido assassinada.

Luis Felipe foi preso em São Paulo, em fevereiro de 2025, e permanece detido. Ele é acusado de homicídio qualificado e de fraude processual, esta última relacionada à suposta modificação da cena do crime para sustentar a hipótese de suicídio.

Com a dissolução do Conselho de Sentença, não houve decisão dos jurados sobre a responsabilidade do acusado. O caso agora depende da perícia determinada pela Justiça e da posterior marcação de uma nova sessão do Tribunal do Júri.

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