Internacional

Trump analisa resposta do Irã à proposta para encerrar guerra no Oriente Médio

Por Estado do Pará Online
10/05/2026 às 16:14 • 2 min

Tensões internacionais aumentaram após ataques e disputas envolvendo rotas de petróleo (Foto: REUTERS/Kylie Cooper)

Os Estados Unidos estão analisando a resposta enviada pelo Irã à proposta apresentada por Washington para tentar encerrar o conflito no Oriente Médio. A mensagem iraniana foi transmitida por meio do Paquistão, país que atua como mediador das negociações entre os dois governos.

Segundo autoridades americanas, a proposta estabelece pontos considerados essenciais pelos EUA, incluindo restrições ao programa nuclear iraniano e medidas relacionadas à segurança marítima no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que o governo do presidente Donald Trump estabeleceu uma “linha vermelha clara” sobre a impossibilidade de o Irã desenvolver armas nucleares.

Estreito concentra cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo. (Foto: reprodução)

Segundo ele, Washington também quer impedir que Teerã continue afetando o comércio internacional por meio das tensões no Estreito de Ormuz.

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian adotou tom cauteloso e afirmou que negociar não significa rendição. Em publicação nas redes sociais, ele declarou que o país não irá “inclinar a cabeça diante do inimigo”, mesmo com o avanço das conversas diplomáticas.

A proposta em discussão prevê uma interrupção dos combates e a abertura de negociações para um acordo mais amplo envolvendo sanções econômicas, segurança regional e limitações ao programa nuclear iraniano. Fontes ligadas às negociações afirmam que o memorando discutido possui cerca de 14 pontos.

O conflito entre EUA, Israel e Irã se intensificou nos últimos meses após ataques militares e novas disputas envolvendo o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo e gás. A tensão provocou impactos econômicos internacionais e aumentou o temor de uma escalada militar na região.

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