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Operação Sem Refino: PF faz buscas contra ex-secretários e ex-governador do RJ

Segunda fase da ação cumpre 16 mandados de busca expedidos pelo STF para apurar propina e irregularidades na concessão de licenças ambientais para a antiga Refinaria de Manguinhos

Por Daniel Vinagre
14/08/2026 às 09:39 • 2 min

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (14), a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga um esquema de crimes financeiros, sonegação fiscal e corrupção no setor de combustíveis. O principal alvo da ação é o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), além de ex-secretários de estado e empresários.

Policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão no Estado do Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos endereços inspecionados pelos agentes é uma residência no município de Petrópolis (RJ), apontada pelas investigações como local de reuniões e negociações fraudulentas.

Fraudes em licenças ambientais e conexões com a ‘ADPF das Favelas’

Nesta nova etapa, os investigadores debruçam-se sobre a concessão irregular de licenças ambientais emitidas à revelia de pareceres técnicos para beneficiar a Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). A apuração atinge ex-gestores da Secretaria Estadual do Ambiente e da Secretaria de Transformação Digital.

Segundo a Polícia Federal, a operação insere-se no contexto de desdobramentos da ADPF 635/RJ (conhecida como ADPF das Favelas), na qual o STF determinou que a PF investigasse as conexões entre organizações criminosas, grandes esquemas econômicos e agentes do poder público fluminense.

Quem são os alvos dos mandados da PF:

A lista de investigados que tiveram mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF inclui:

  • Cláudio Castro: Ex-governador do Estado do Rio de Janeiro;
  • Bernardo Rossi: Ex-secretário estadual do Ambiente;
  • José Mauro Junior: Ex-secretário estadual de Transformação Digital;
  • Antônio Carlos Santos (“Pipo”): Advogado;
  • Luiz Fernando Gomes: Empresário do setor da construção civil;
  • Ana Carolina Miranda;
  • Maurício Leite.

Crimes investigados

As empresas do conglomerado de combustíveis e os agentes públicos investigados responderão, de acordo com as suas participações no esquema, pelos crimes de:

  • Gestão fraudulenta e temerária;
  • Lavagem de capitais e evasão de divisas;
  • Sonegação fiscal e manipulação de mercado;
  • Crimes contra a ordem econômica.

Até o momento, a defesa dos citados não se manifestou publicamente.

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