A Justiça determinou o relaxamento da prisão de Herisson Alef Matos Ferreira, de 33 anos, investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e coação no curso do processo no município de Abaetetuba.
A justiça acatou o argumento da defesa de que o auto de prisão imposto pela autoridade policial não preenchia as hipóteses legais de flagrante previstas na legislação brasileira. Como o investigado compareceu à delegacia por conta própria para prestar esclarecimentos na última sexta-feira (29), o juiz entendeu que a prisão imediata foi irregular, ordenando sua soltura.
Apesar de receber o alvará de soltura, Herisson Ferreira não foi inocentado ou absolvido das acusações.
A advogada do investigado, Denilza Teixeira, contestou formalmente a legalidade do procedimento de captura.
“O que houve foi uma análise no auto de prisão em flagrante. O juiz entendeu que não estava dentro da lei e relaxou. Em nenhum momento quero que a população entenda que ele está absolvido ou livre da acusação. Muito pelo contrário: ele vai continuar respondendo ao processo”, declarou a advogada Denilza Teixeira.
As investigações começaram no dia 25 de maio, após a mãe de uma menina de 11 anos procurar a Polícia Militar para denunciar os abusos sexuais sofridos pela filha. Diante da gravidade, equipes policiais iniciaram buscas pelo suspeito, que chegou a deixar a cidade logo após os crimes serem descobertos pela família da vítima.
No curso do inquérito, a Polícia Civil localizou mensagens de áudio e texto enviadas pelo agressor a uma das testemunhas por meio de uma rede social. Segundo o superintendente regional do Baixo Tocantins, delegado Mhoab Khayan, o homem tentou coagir a testemunha para que omitisse dados e não colaborasse com os agentes caso fosse procurada.
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