Motorista acusado pela morte da cantora Cleide Moraes vai à júri popular no Pará - Estado do Pará Online

Motorista acusado pela morte da cantora Cleide Moraes vai à júri popular no Pará

STF rejeita recurso da defesa e mantém decisão do TJPA de responsabilizar o acusado por homicídio doloso qualificado e tentativa de homicídio

Na imagem em destaque, a cantora Cleide Moraes e o acusado Victor Hugo Morais
Reprodução / Redes Sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão de levar à juri popular Victor Hugo dos Reis Morais, motorista acusado de provocar o acidente que matou a cantora paraense Cleide Moraes, em 2020. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16), pela filha da artista, Brenda Moraes, após o ministro Gilmar Mendes negar o recurso da defesa.

A decisão segue a posição do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) de que Victor Hugo deve responder por homicídio doloso qualificado e tentativa de homicídio. Segundo a desembargadora Eva do Amaral Coelho, existem provas e indícios suficientes para responsabilizar o motorista pelos crimes apresentados pela acusação. 

Família se posiciona sobre a decisão

Em publicação nas redes sociais, Brenda se manifestou a favor de justiça pelo acidente que ceifou a vida da mãe, conhecida no estado como a “Rainha da Saudade”: “Graças a Deus, finalmente, a justiça pela morte injusta, cruel e covarde da minha mãe, Cleide Moraes será feita.”

A cantora ainda destacou que o processo está em fase final com a juíza de Benevides e que será marcada a data de sessão para o julgamento de Victor Hugo.

Relembre o caso

A cantora Cleide Moraes morreu no dia 26 de julho de 2020, aos 59 anos, quando retornava de uma apresentação com destino à Mosqueiro, na companhia do músico Miguel Marques da Silva. O carro dos artistas foi atingido por um outro veículo que seguia em alta velocidade PA-391. Apenas Miguel sobreviveu ao acidente.

Victor Hugo foi preso em flagrante e, segundo investigações do Ministério Público, o condutor dirigia sob o efeito de álcool e realizava ultrapassagem em local proibido no momento do acidente. O acusado passou a responder o processo em liberdade após o pagamento de fiança.

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