O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (18) para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A mudança de regime de custódia foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos inquéritos que apuram fraudes bilionárias no sistema financeiro nacional.
Desde março deste ano, o empresário cumpria prisão preventiva em uma sala de Estado-Maior, espaço especial sem grades localizado na própria sede da corporação – o mesmo local onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou custodiado antes de receber o benefício da prisão domiciliar.
Na antiga acomodação, Vorcaro desfrutava de maior flexibilidade de horários e trânsito para se reunir com as bancas de advocacia que desenharam sua proposta de acordo de delação premiada. A entrega formal desse documento à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), ocorrida no início deste mês, encerrou a justificativa jurídica para a manutenção do isolamento especial. Na carceragem comum, o banqueiro passará a cumprir regras muito mais restritas de visitação e segurança.
Vorcaro foi preso no dia 4 de março de 2026, durante a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga um esquema de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta no Banco Master, além de uma polêmica tentativa de fusão com o Banco de Brasília (BRB), instituição pública vinculada ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Fontes ligadas à investigação apontam que o retorno do banqueiro à carceragem convencional reflete a insatisfação das autoridades com os termos iniciais de sua colaboração, considerados “insuficientes” face ao volume de provas e indícios já robustecidos pelos agentes federais.
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