O sistema financeiro nacional enfrenta o maior prejuízo de sua história com o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o diretor de Estratégia Sindical da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck Meneguelli, revelou que as investigações da Operação Compliance Zero apontam para um rombo estimado em R$ 500 bilhões, uma cifra que supera a receita anual da maioria das nações vizinhas da América Latina.
De acordo com os detalhes publicados pelo Correio, a Polícia Federal estima que, deste meio trilhão de reais, cerca de R$ 48 bilhões correspondam ao prejuízo amargado especificamente pelo banco público de Brasília. Werneck explicou que a crise foi inflada pela compra de “créditos podres” e por uma forte interferência política que atropelou travas institucionais.
“O Banco Central vetou a compra do Master pelo BRB, mas a Assembleia Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto de lei autorizando a compra. Ou seja, é algo que não existe a mínima justificativa técnica”, denunciou o dirigente ao Correio Braziliense, lamentando que o custo dessa fatura seja repassado à população.
O avanço da operação, que já se encontra em sua 6ª fase, esbarra agora na consistência dos acordos de colaboração premiada. À reportagem do Correio, o diretor da Fenapef classificou a tentativa de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, como totalmente “insuficiente”.
Segundo ele, o empresário tentou aplicar nas negociações jurídicas o mesmo modus operandi de suas transações comerciais.
“Vorcaro achou que ia usar esse método na delação, que não ia apresentar nada, nem ninguém, e ia falar que está devolvendo X bilhões aos cofres públicos. Ele acreditou que conseguiria comprar a delação fazendo uma análise subjetiva e não conseguiu”, disparou Werneck.
Por outro lado, o policial federal destacou que a delação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, segue o rito adequado e deve fechar o cerco contra autoridades do Distrito Federal.
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