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Copom se reúne nesta terça-feira (16) para decidir futuro da Selic

Por Felipe Borges
16/06/2026 às 11:53 • 3 min

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça-feira (16) e quarta-feira (17) para decidir os próximos passos da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 14,5% ao ano.

Durante o encontro, os integrantes do comitê vão analisar dados da economia brasileira e do cenário internacional para definir se existe espaço para uma nova redução dos juros ou se a taxa deve continuar em um patamar elevado por mais tempo.

A Selic é a principal taxa de juros do país e influencia diretamente o custo de empréstimos, financiamentos, investimentos e o acesso ao crédito para consumidores e empresas. Quando a taxa aumenta, o dinheiro tende a ficar mais caro; quando diminui, a expectativa é de estímulo ao consumo e aos investimentos.

Na última reunião, realizada em abril, o Copom decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,5% ao ano. Foi a segunda redução seguida, mas em um ritmo menor devido às incertezas causadas pelos conflitos no Oriente Médio e pelas projeções de inflação mais alta.

O Banco Central informou que segue acompanhando os impactos do cenário internacional e afirmou que as próximas decisões dependerão de novas informações sobre a economia global e os efeitos desses fatores sobre os preços no Brasil.

As expectativas do mercado financeiro também passaram por mudanças. Segundo o boletim Focus, divulgado na segunda-feira (15), a previsão é que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano.

O mesmo levantamento apontou aumento na expectativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou de 5,11% para 5,3% neste ano. O IPCA é o principal indicador usado para medir a variação dos preços de produtos e serviços no país.

A projeção está acima da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância que permite variação entre 1,5% e 4,5%.

Além da decisão sobre a Selic, a Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (16) o Projeto de Lei (PL) 1838/26, que trata do fim da escala de trabalho 6×1.

A proposta enviada pelo governo estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com limite de oito horas por dia e dois descansos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

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