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Brasil sustenta boas atuações com coletivo forte e supera erro isolado; veja as notas

Por Kaio Rodrigues
29/06/2026 às 17:59 • 4 min
Brasil sustenta boas atuações com coletivo forte e supera erro isolado

Rafael Ribeiro / CBF

Se o Brasil venceu com autoridade no controle do jogo após boa performance coletiva, a análise individual mostra uma seleção com atuações muito consistentes em praticamente todos os setores, mas ainda com algumas oscilações pontuais que impediram um placar mais tranquilo.

No sistema defensivo, o destaque mais evidente foi a dupla de zaga. Marquinhos e Gabriel Magalhães entregaram segurança e leitura de jogo em alto nível, tanto na antecipação quanto na saída de bola. Gabriel, inclusive, teve participação direta no ataque, com cruzamento decisivo e presença constante na construção desde a defesa, funcionando quase como um primeiro armador. Ambos receberam nota 7.8.

Pelos lados, Douglas Santos (7.4) apareceu como uma peça equilibrada, dando sustentação defensiva e apoiando com qualidade na circulação de bola. Já no lado oposto, Danilo (5.9) viveu uma atuação mais irregular, destoando do restante do sistema defensivo ao cometer um erro que acabou influenciando diretamente no gol japonês: o único momento real de desorganização da equipe na partida.

No meio-campo, Casemiro foi o ponto de estabilidade do time. Apesar do primeiro tempo abaixo, ele se recuperou na etapa ficou, marcou o gol que iniciou a virada, manteve o controle emocional da equipe nos momentos de pressão e deu sustentação defensiva quando o Brasil se expôs mais no segundo tempo. O volante foi eleito o melhor da partida com nota 8.0 no Sofascore.

FIFA / Divulgação

Ao lado dele, Bruno Guimarães teve uma atuação de alto volume, participando da construção ofensiva e sendo decisivo no lance do gol da virada, ao encontrar o passe que desmontou a última linha japonesa. O camisa 8 recebeu nota 7.4 e agora lidera a Copa do Mundo no quesito assistências, com 4 distribuídas.

Lucas Paquetá (6.8) teve uma atuação mais discreta. Ele deixou o campo após sentir a coxa. Já o banco trouxe impacto direto: a entrada de Fabinho ajudou a sustentar o meio após a saída de Casemiro, mantendo o equilíbrio na reta final.

No setor ofensivo, Vinícius Júnior (7.6) foi o principal motor de desequilíbrio da equipe. Mesmo sem marcar, foi o jogador mais difícil de ser controlado, acumulando ações individuais, dribles e conduções que constantemente quebraram a estrutura defensiva japonesa. Ainda assim, pecou em algumas definições no último toque, o que impediu que a atuação fosse coroada com gol.

Rayan (7.4) teve papel importante na intensidade da pressão ofensiva e foi quem roubou a bola que terminou no gol decisivo de Martinelli, recompensando a insistência na marcação alta. Já Matheus Cunha (6.3) teve uma atuação mais de apoio, buscou a construção e abrir espaços, mas mesmo assim ficou abaixo dos jogos anteriores.

A entrada de Gabriel Martinelli (7.4) foi determinante. Ele manteve o nível de agressividade ofensiva e acabou premiado com o gol nos acréscimos, em um lance que sintetiza bem a atuação: presença constante na área e boa leitura de espaço.

Endrick (6.3) também teve participação importante ao aumentar a mobilidade do ataque no segundo tempo, ajudando a equipe a povoar mais da área adversária e acelerar a circulação ofensiva. Não teve grandes chances, mas batalhou bastante contra os zagueiros.

No geral, o desempenho individual reforça a ideia de um Brasil forte coletivamente, com atuações sólidas em quase todas as posições. A exceção foi pontual, não estrutural, e justamente por isso a equipe conseguiu sustentar domínio e construir a virada sem perder organização.

Confira todas as notas:

  • Alisson 6.3
  • Danilo 5.9
  • Marquinhos 7.8
  • Gabriel Magalhães 7.8
  • Douglas Santos 7.4
  • Casemiro 8.0
  • Lucas Paquetá 6.8
  • Bruno Guimarães 7.4
  • Rayan 7.4
  • Vinícius Júnior 7.6
  • Matheus Cunha 6.3
  • Endrick 6.3
  • Gabriel Martinelli 7.4
  • Fabinho 6.6
  • Danilo Santos sem nota

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