A Polícia Federal (PF) rejeitou nesta quinta-feira (11) a segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O empresário está detido em uma sala da Superintendência da corporação na capital federal desde o dia 4 de março de 2026, quando foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes no sistema financeiro nacional.
A negativa da corporação foi formalizada e comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atua como relator dos inquéritos decorrentes da operação. Enquanto a Polícia Federal encerrou as tratativas com a defesa de Vorcaro nesta rodada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) segue em paralelo analisando os termos da proposta de colaboração premiada entregue pelo banqueiro ao Ministério Público.
As justificativas técnicas que levaram os policiais federais a rejeitarem o novo acordo de colaboração estão sob sigilo judicial e não foram abertas pela instituição. No entanto, no mês passado, quando a PF barrou a primeira tentativa de delação do empresário, o relatório apontou que o investigado não havia apresentado provas inéditas em relação ao acervo documental que já fora apreendido e demonstrou resistência em assumir a autoria dos crimes financeiros imputados a ele.
O escopo da Operação Compliance Zero no sistema bancário
A ofensiva da Polícia Federal foca na identificação e na interrupção de fraudes financeiras complexas estruturadas na gestão do Banco Master. A linha de investigação aponta irregularidades na tentativa de aquisição da instituição por parte do Banco Regional de Brasília (BRB), uma autarquia pública vinculada ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Desde que foi capturado pelas equipes federais em março, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro tenta estruturar pontes de colaboração com o Judiciário e com os órgãos de controle para tentar reverter a prisão e obter benefícios em eventuais reduções de penas, mas esbarra no filtro técnico de relevância exigido pelos delegados encarregados do inquérito em Brasília.
Com informações Agência Brasil*
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