Brasil

Governo Trump renova sanções ao Brasil por 1 ano e alega interferência na economia

Comunicado da Casa Branca acusa o país de violar direitos de empresas americanas e critica decisões recentes do Judiciário brasileiro.

Por Estado do Pará Online
28/07/2026 às 18:00 • 2 min

Declaração ocorre após nova troca de ataques entre os dois países e aumenta a tensão na região. (Foto: Reuters)

​A Casa Branca oficializou a prorrogação, por mais 12 meses, da ordem executiva emergencial direcionada ao Brasil e editada originalmente em julho de 2025. O ato administrativo renovado não restabelece a sobretaxa de 50% às importações brasileiras, visto que a cobrança tarifária prévia acabou anulada por decisão da Suprema Corte americana.

​O impacto primário da renovação permanece no campo diplomático e na manutenção de restrições financeiras aplicadas a representantes públicos brasileiros. Atualmente, as barreiras comerciais em vigor contra o país decorrem de uma apuração conduzida pelo governo dos Estados Unidos com base na legislação mercantil de 1974.

​No comunicado formal, o governo norte-americano reiterou alegações sobre supostas interferências na economia e violações de direitos de cidadãos e empresas do país. O documento traz ainda acusações diretas de perseguição política a opositores do atual governo e aponta atos de censura atribuídos ao Judiciário brasileiro.

​O Ministério das Relações Exteriores do Brasil não emitiu posicionamento oficial sobre o novo posicionamento emitido por Washington. O instrumento utilizado pela gestão norte-americana possui força normativa federal imediata e dispensa a aprovação prévia do Poder Legislativo para entrar em vigor.

​Ordens executivas desse porte passam por análise de legalidade pelo Gabinete de Assessoria Jurídica, embora permaneçam sujeitas a eventuais contestações judiciais ou veto parlamentar. A medida segue ativa no âmbito das sanções individuais e do monitoramento das relações bilaterais entre os dois países.

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