Entenda como mulher de 37 anos se passou por criança de 12 para ser acolhida em SC - Estado do Pará Online

Entenda como mulher de 37 anos se passou por criança de 12 para ser acolhida em SC

Investigada viveu um ano e meio com os protetores em Joinville e já tinha histórico de fraudes em outros cinco estados.

Uma mulher de 37 anos foi detida no Norte catarinense após simular ser uma criança de 12 anos para ser acolhida por moradores locais. A farsa começou em Joinville quando a suspeita buscou amparo em uma igreja e relatou uma história falsa de abusos familiares ao líder religioso. Sensibilizado pela suposta condição de vulnerabilidade e autismo da mulher, o pastor a introduziu ao núcleo familiar que acabou aceitando a farsa.

Durante quase um ano e meio, a investigada viveu na residência fingindo comportamentos infantis e habitando um dormitório decorado com adereços lúdicos. Para justificar os traços físicos incompatíveis com a idade declarada, ela alegava ter sofrido aplicações forçadas de hormônios na infância. Essa manipulação psicológica convenceu os protetores a suprirem todas as suas supostas demandas afetivas como se ela fosse de fato uma pré-adolescente.

O processo de acolhimento familiar, contudo, nunca passou pelos trâmites legais do sistema de adoção da comarca. Os responsáveis tentaram regularizar a situação jurídica e matricular a dependente em uma instituição de ensino, mas foram impedidos por chantagens emocionais constantes. A golpista argumentava que o registro oficial revelaria seu paradeiro aos antigos agressores biológicos, travando qualquer avanço burocrático.

A desconfiança de uma parente próxima motivou uma investigação independente por meio de buscas detalhadas em redes virtuais. Através dessa pesquisa, os acolhedores descobriram registros policiais que apontavam a aplicação do mesmo golpe em outras cinco unidades federais brasileiras. Diante das evidências irrefutáveis reunidas pelos próprios familiares, as autoridades policiais foram acionadas para intervir no caso.

Na delegacia, a infratora admitiu a autoria das fraudes cometidas contra o grupo catarinense e contra as vítimas dos demais estados. Ela foi autuada em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa identidade pelas forças de segurança locais. A indiciada permanece recolhida no Presídio Regional de Joinville, onde se encontra à disposição do Poder Judiciário.

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