A cidade de Capanema, no nordeste paraense, viveu nesta quinta-feira (4) mais uma edição histórica da celebração de Corpus Christi. Neste ano, a tradicional confecção dos tapetes de serragem completou 50 anos de existência, reunindo cerca de 50 mil fiéis e consolidando o município como um dos principais destinos de turismo religioso do Pará.
A programação teve início às 7h, com uma missa na igreja matriz da cidade. Em seguida, por volta das 8h30, os fiéis participaram da procissão de Corpus Christi, celebração que recorda a instituição da Eucaristia, simbolizando o corpo e o sangue de Jesus Cristo.
O grande destaque da festividade foi a passagem da procissão sobre os tradicionais tapetes coloridos, que ocuparam aproximadamente 1,3 quilômetro das ruas de Capanema. Produzidos com serragem, areia, tintas coloridas e materiais recicláveis, os desenhos retratam símbolos religiosos e mensagens de fé, tornando-se uma das mais marcantes expressões culturais e religiosas do estado.
Reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Pará desde 2011, a celebração mobilizou cerca de 1.500 voluntários entre moradores, grupos religiosos e membros da comunidade, responsáveis pela elaboração dos tapetes ao longo da madrugada e das primeiras horas do dia.
A programação especial do Jubileu de Ouro contou ainda com uma exposição que relembrou a trajetória da tradição nas últimas cinco décadas. A iniciativa destacou momentos históricos e a evolução da celebração, que surgiu a partir da mobilização de grupos de jovens da comunidade e se transformou em um dos principais símbolos da identidade cultural e religiosa do município.
A missa campal foi presidida pelo bispo emérito de Castanhal, Dom Carlos Verzeletti, reunindo milhares de pessoas em um momento de fé e devoção.
Ao completar meio século de história, os tapetes de Corpus Christi reforçam sua importância para a cultura paraense, preservando uma tradição que atravessa gerações e fortalece valores como solidariedade, esperança e pertencimento. Mais do que um espetáculo visual, a celebração continua sendo um dos maiores símbolos da religiosidade popular na Amazônia.
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