O ex-deputado federal Alexandre Ramagem se pronunciou publicamente pela primeira vez, nesta quinta-feira (16), após deixar um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, na Flórida. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que sua prisão ocorreu por motivos exclusivamente migratórios e fez críticas diretas à atuação da Polícia Federal do Brasil.
Na gravação, Ramagem também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump, além de apoiadores e aliados políticos, pela mobilização em torno de sua liberação. Segundo ele, entrou no país de forma regular em setembro de 2025, com documentação válida e sem condenações à época, e posteriormente solicitou asilo.
A saída do Brasil ocorreu pouco antes de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou pena de 16 anos de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. Durante as investigações, Ramagem que já presidiu a Agência Brasileira de Inteligência, estava proibido de deixar o país.
De acordo com informações da Polícia Federal, ele teria deixado o território brasileiro por uma rota terrestre, atravessando a fronteira com a Guiana antes de seguir para os Estados Unidos utilizando passaporte diplomático.
No vídeo, o ex-deputado contestou essa versão e negou que sua detenção tenha ocorrido em cooperação com autoridades brasileiras. Ele classificou a atuação da PF de forma dura, utilizando termos críticos, e afirmou que o episódio envolve discussões sobre a regularização de sua situação migratória.
Ramagem também mencionou apoio de figuras políticas como Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e o senador Hiran Gonçalves, além de agradecer manifestações de solidariedade recebidas durante o período em que esteve detido.
Ao encerrar a declaração, afirmou estar ao lado do que chamou de “verdadeira justiça”, reforçando o tom político de sua manifestação após o episódio internacional.
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