Os torcedores do Clube do Remo mortos após serem atropelados em meio uma briga de torcidas organizadas em Belém foram homenageados com uma faixa do luto no Estádio Mangueirão, no último domingo (31), no jogo entre Remo e São Paulo.
A faixa preta exibia o nome dos azulinos que faziam parte da principal torcida organizada do clube. Durante todo o domingo, foram vistos nos arredores do estádio mobilizações em prol de manter a lembrança dos jovens viva.
Além da faixa, integrantes da torcida também usaram uma camiseta branca e uma arte de luto com a imagem das vítimas. Postagens nas redes sociais pedem justiça após o suspeito ter recebido liberdade provisória.
Sobre o caso
A madrugada de violência registrada na última sexta-feira (29) na Avenida Augusto Montenegro, em Belém, resultou na morte de quatro pessoas após um atropelamento ocorrido durante um confronto entre integrantes de torcidas organizadas.
A vítima mais recente foi Davi Souza Conceição, de 20 anos, que estava internado desde o dia do acidente em estado grave. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu nesta segunda-feira (1º). O jovem integrava uma torcida organizada do Clube do Remo.
Além de Davi, também morreram Luan Garcia Batista, Elder Martins Santos e Jhonata Mateus Maciel Chaves. Jhonata chegou a receber atendimento médico e foi encaminhado ao Hospital Metropolitano, mas faleceu horas depois.
O episódio aconteceu na altura do quilômetro 7 da Augusto Montenegro, no bairro Parque Verde. Conforme as investigações, grupos de torcedores estavam envolvidos em uma confusão quando um veículo pilotado por um torcedor do Paysandu atingiu várias pessoas que participavam do confronto.
Ao todo, seis pessoas foram atropeladas. A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer a dinâmica do ocorrido e apurar as circunstâncias que antecederam o impacto.
O motorista do carro, identificado como Pablo Henrique Farias da Silva, foi detido em flagrante após o caso. Na ocasião, ele foi autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal dolosa.
Apesar da prisão inicial, a Justiça do Pará concedeu liberdade provisória ao investigado mediante pagamento de fiança no valor de R$ 81.050. Entre as medidas impostas estão a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o cumprimento de determinações judiciais enquanto o inquérito prossegue.
Leia também:









Deixe um comentário