Uma denúncia enviada ao portal Estado do Pará Online (EPOL) aponta suspeita de ligações clandestinas de energia elétrica em uma área de invasão no bairro do Tenoné, em Belém. Imagens mostram um homem manuseando a fiação de um poste sem o uso de equipamentos de proteção individual.
No vídeo, é possível ver o homem realizando intervenções na rede elétrica de baixa tensão, próximo a uma área de ocupação. Segundo moradores, o local abriga centenas de famílias. As imagens também chamam atenção pelas condições em que a atividade é realizada, sem qualquer medida de segurança ou uso de equipamentos adequados, o que representa risco tanto para quem executa o serviço quanto para os moradores da área.
Procurada pela reportagem, a Equatorial Pará informou, por meio de nota, que tomou conhecimento da situação no bairro do Tenoné e que encaminhará uma equipe técnica ao local para realizar vistoria na rede de baixa tensão, que apresenta indícios de intervenção por terceiros.
Uma denúncia enviada ao portal Estado do Pará Online (EPOL) aponta suspeita de ligações clandestinas de energia elétrica em uma área de invasão no bairro do Tenoné, em Belém. Imagens mostram um homem manuseando a fiação de um poste sem o uso de equipamentos de proteção. pic.twitter.com/aobMAuBQg2
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) April 27, 2026
A concessionária destacou ainda que, por se tratar de uma área com características de ocupação irregular, serão avaliadas as condições fundiárias, incluindo a possível existência de litígios ou ações de reintegração de posse. A empresa reforçou que intervenções não autorizadas na rede elétrica representam riscos à segurança da população e orientou que ocorrências sejam comunicadas pelos canais oficiais.
O caso ocorre em uma área que já havia sido alvo de fiscalização ambiental. Em janeiro deste ano, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade realizou vistoria técnica após denúncia de possível desmatamento em uma área de preservação permanente no Tenoné. Segundo o órgão, a área afetada ultrapassa quatro hectares de mata nativa, alcançando as margens do rio Maguari.
A reportagem também entrou em contato com a Secretaria de Meio Ambiente para obter mais informações sobre a situação atual da área e aguarda retorno.
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