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Vice de Flávio Bolsonaro responde a acusações de estupro de vulnerável e desvio de R$ 6 milhões

Deputado nega as acusações e afirma que o caso citado envolve um parente; investigação sobre emendas parlamentares acabou arquivada pela PGR.

Por Lucas Neves
05/08/2026 às 19:34 • 2 min
Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro

Andressa Anholete/Agência Senado

O anúncio do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) trouxe novos questionamentos à campanha presidencial. A escolha ocorreu após o senador confirmar o nome do parlamentar para compor a chapa, apesar de ter afirmado anteriormente que buscaria uma mulher para ocupar o posto.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, Gaspar voltou ao centro das atenções por causa de acusações apresentadas durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, da qual foi relator. Na ocasião, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) o acusou de envolvimento em um suposto caso de estupro de vulnerável e de tentativa de ocultação dos fatos.

Segundo Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), documentos encaminhados à Polícia Federal apontariam que uma adolescente de 13 anos teria engravidado há cerca de oito anos. Os parlamentares também sustentam que familiares da vítima teriam sido alvo de tentativas de suborno e que a criança teria sido registrada em nome da avó materna.

Alfredo Gaspar rejeita as acusações e afirma que os fatos foram apresentados de forma equivocada. De acordo com o deputado, o episódio citado envolve um primo, Maurício César Brêda Filho, e não ele próprio.

Segundo sua versão, o parente manteve um relacionamento com uma mulher adulta em Alagoas quando ainda era adolescente. Após a gravidez, a mulher teria se mudado para outro estado sem informar a família do jovem. Anos depois, a filha do casal teria procurado o pai biológico após descobrir sua identidade.

O parlamentar informou que ingressou na Justiça com ações por calúnia e injúria contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke em razão das declarações feitas durante a CPMI.

Além desse episódio, Alfredo Gaspar também chegou a ser investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em um procedimento que analisava a destinação de cerca de R$ 6 milhões em emendas parlamentares ao município de São José da Laje, em Alagoas. O caso foi posteriormente arquivado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sem apresentação de denúncia contra o deputado.

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