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Trump usou caminhão de comida e ‘voo isca’ para viagem secreta após ameaça do Irã, revela Washington Post

Presidente dos EUA deixou a cúpula da Otan na Turquia a bordo de avião militar C-32A após manobra no pátio do aeroporto; estratégia camuflou transferência para desviar de riscos de segurança

Por Estado do Pará Online
11/08/2026 às 12:41 • 3 min

Foto: reprodução/ The White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu a uma operação de camuflagem operacional para embarcar em um voo secreto ao deixar a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia. A manobra envolveu o uso de um caminhão de transporte de alimentos e um “avião isca”, motivada por ameaças de segurança originadas no Irã, segundo informações reveladas pelo jornal norte-americano The Washington Post.

De acordo com a publicação, que citou um funcionário do governo dos Estados Unidos e outra fonte com conhecimento detalhado sobre a logística de deslocamento presidencial, a transferência foi executada de forma milimétrica no pátio do aeroporto turco para despistar observadores e a imprensa.

A manobra com o caminhão de suprimentos e o ‘Air Force One’ isca

Inicialmente, a equipe de segurança manteve o protocolo habitual sob os olhares de jornalistas: Trump chegou ao aeroporto em sua limusine oficial, subiu a escadaria principal do Air Force One (o avião presidencial principal) e acenou para as câmeras antes de entrar.

No entanto, do outro lado da aeronave, um caminhão elevado utilizado para reabastecimento de refeições já estava conectado. Quando a imprensa começou a embarcar no Air Force One, o veículo de suprimentos desconectou-se e trafegou pelo pátio em direção a uma aeronave militar menor.

  • Ponto cego: Durante o trajeto, o caminhão permaneceu cerca de 40 segundos fora do ângulo das câmeras.
  • Transferência física: A caixa de carga do caminhão foi elevada hidraulicamente até a porta do C-32A, permitindo a entrada do presidente no avião militar sem exposição externa.
  • Disfarce complementar: O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, utilizou a escada externa do C-32A à vista de todos, simulando um procedimento rotineiro da comitiva.

Enquanto o Air Force One decolou levando jornalistas e parte da comitiva – atuando como uma “isca” no espaço aéreo -, Trump seguiu no voo secreto até a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido.

Troca de aeronaves e silêncio da Casa Branca

A logística da viagem à cúpula da Otan já havia registrado mudanças no uso da frota aérea. Na viagem de ida a Ancara, Trump utilizou pela primeira vez em agenda internacional o novo Air Force One, aeronave doada pelo governo do Catar e reformada para protocolos de Estado.

Para o regresso, o próprio presidente havia declarado em sua rede social, a Truth Social, que utilizaria o modelo antigo da frota “por causa dos velhos tempos”.

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