Sespa apura suposta morte por infecção ligada a fezes de ave na Praça Batista Campos, em Belém - Estado do Pará Online

Sespa apura suposta morte por infecção ligada a fezes de ave na Praça Batista Campos, em Belém

Caso repercutiu nas redes sociais, mas Secretaria de Saúde afirma que ainda não recebeu notificação oficial.

Homem teria morrido ao entrar em contato com fezes de garça.
Divulgação

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou que está apurando informações sobre a suposta morte de um homem que teria contraído uma infecção após contato com fezes de ave na Praça Batista Campos, em Belém. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e causou preocupação entre moradores e frequentadores de um dos espaços mais conhecidos da capital paraense.

Em nota oficial, a Sespa esclareceu que, até o momento, não recebeu notificação formal sobre o caso.

“A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que, até o momento, não foi formalmente notificada. A Sespa irá apurar as informações junto às unidades de saúde envolvidas, a fim de verificar a procedência do caso e adotar as medidas cabíveis”, informou o órgão.

Apesar da ampla circulação do relato nas redes sociais, não existe confirmação oficial até agora. Segundo as informações disponíveis, nenhum familiar da suposta vítima procurou os órgãos competentes e não há registro formal relacionado ao caso.

Os relatos apontam que a vítima seria um fisioterapeuta de 53 anos, que teria sido atingido na cabeça por fezes de uma garça enquanto passava pela praça. Dias depois, ele teria apresentado sintomas como dores de cabeça intensas, cansaço e mal-estar.

Ainda segundo as publicações, o quadro clínico teria evoluído ao longo dos meses, atingindo pulmões e cérebro. O homem teria sido submetido a tratamento intensivo, incluindo procedimentos para retirada de líquido cerebral, mas não resistiu.

As informações divulgadas associam a suposta infecção à criptococose, doença causada por fungos do gênero Cryptococcus, frequentemente encontrados em ambientes contaminados por fezes de aves.

No entanto, especialistas alertam que a forma de contágio não acontece da maneira como tem sido divulgada nas redes sociais. O infectologista Lourival Marsola explicou que o risco principal não está no contato direto com fezes.

Segundo ele, a transmissão ocorre pela inalação de partículas presentes no ambiente contaminado, especialmente em locais com grande acúmulo de fezes ressecadas, que podem liberar fungos no ar. A infecção pode atingir inicialmente os pulmões e, em casos mais graves, se espalhar para o sistema nervoso central.

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