Internacional

Senado dos EUA aprova resolução para limitar novos ataques de Trump ao Irã sem aval do Congresso

Por Estado do Pará Online
23/06/2026 às 22:51 • 3 min

Official White House Photo by Molly Riley

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que busca restringir a realização de novos ataques militares contra o Irã sem autorização prévia do Congresso. A proposta representa um revés político para o presidente Donald Trump e amplia o debate sobre os limites do Poder Executivo em ações militares no exterior.

A medida já havia passado pela Câmara dos Representantes no início do mês e agora recebeu aval dos senadores por 50 votos a 48, com apoio de parlamentares da oposição e de integrantes do próprio Partido Republicano.

Na votação anterior, realizada na Câmara, o texto foi aprovado por 215 votos a 208, também com adesão de republicanos à proposta. O movimento evidenciou divisões dentro da base governista em relação à condução do conflito com o Irã.

Embora tenha sido aprovada nas duas casas legislativas, a resolução não possui força de lei e não depende de sanção presidencial. Ainda assim, o texto é visto como uma manifestação política do Congresso sobre o tema e um recado à Casa Branca sobre a necessidade de participação do Legislativo em decisões envolvendo ações militares.

A aprovação ocorreu após democratas utilizarem mecanismos regimentais para acelerar a tramitação da matéria no Senado, antecipando a análise da proposta.

Conflito gera desgaste político

O embate entre Estados Unidos e Irã passou a ser considerado um dos temas mais sensíveis da agenda política americana. Além das preocupações relacionadas à segurança internacional, o conflito provocou reflexos na economia, incluindo oscilações nos preços dos combustíveis.

Nos bastidores de Washington, cresce a avaliação de que a repercussão da guerra pode influenciar o cenário eleitoral nos próximos meses. Em novembro, os eleitores norte-americanos voltarão às urnas para renovar grande parte da Câmara dos Representantes e uma parcela do Senado.

Aliados do presidente acompanham com atenção os desdobramentos do conflito, diante do receio de que o desgaste provocado pela ofensiva militar possa afetar o desempenho eleitoral dos republicanos.

Negociações continuam

Apesar das tensões recentes, Estados Unidos e Irã assinaram um acordo preliminar de cessar-fogo no último dia 17 de junho. As negociações entre os dois países seguem em andamento para tentar estabelecer um entendimento definitivo e encerrar o conflito de forma permanente.

Enquanto isso, a expectativa é de que o governo americano avalie medidas para contestar a resolução aprovada pelo Congresso, enquanto parlamentares favoráveis ao texto prometem atuar para garantir o respeito às limitações impostas pela iniciativa.

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