Saúde

Sarampo volta a preocupar após novos casos em São Paulo

Por Kaio Rodrigues
27/06/2026 às 17:06 • 3 min
Sarampo volta a preocupar após novos casos em bebês em São Paulo

Tânia Rêgo/Agência Brasil / Arquivo

Três bebês entre 6 meses e 1 ano tiveram diagnóstico confirmado de sarampo no estado de São Paulo, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde. As crianças, dois meninos e uma menina, não haviam viajado recentemente e todos se recuperaram da doença.

Com os novos registros, São Paulo passa a contabilizar cinco casos da doença em 2026. Os dois primeiros haviam sido identificados em março e abril e eram considerados importados, envolvendo um bebê de 6 meses e um homem de 42 anos, ambos sem comprovação de vacinação.

Como resposta ao cenário, a Secretaria recomendou a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias na capital paulista e em Guarulhos. A medida serve como proteção adicional e não substitui as doses previstas no calendário nacional de imunização.

Além da vacinação antecipada, o Centro de Vigilância Epidemiológica intensificou ações de bloqueio vacinal e ampliou a imunização em locais com grande circulação de pessoas, como aeroportos, rodoviárias, estações de metrô e de trem.

Em entrevista à Agência Brasil, a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, Tatiana Lang, destacou a importância da prevenção. “O risco de reintrodução do sarampo no Brasil, associado à ocorrência de casos nas Américas e ao fluxo internacional de viajantes, reforça a necessidade de manter a vacinação em dia. São Paulo atua de forma preventiva, com intensificação da vigilância e ampliação das ações de vacinação para proteger a população.”

A cobertura vacinal contra a doença no estado está em 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda, índices considerados abaixo da meta recomendada para evitar a circulação do vírus.

Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, o status de país livre do sarampo, autoridades reforçam que a doença continua representando risco devido ao fluxo internacional de pessoas. Entre os sintomas estão febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele, podendo evoluir para complicações graves, como pneumonia e encefalite.

A vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de até 59 anos que não tenham comprovante de vacinação ou estejam com o esquema incompleto também devem procurar uma unidade de saúde para regularizar a imunização.

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