A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Ministério Público Federal (MPF) com um pedido de suspensão imediata de uma nova funcionalidade do Instagram que compartilha a localização dos usuários ao vivo em um mapa. Na representação protocolada, a parlamentar classificou a atualização da rede social da Meta como “completamente irresponsável” devido aos riscos iminentes à segurança pública. Erika é a presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.

A denúncia apresentada pela deputada aponta que a ferramenta utiliza um menu de configuração confuso, desenhado para induzir o internauta a aceitar o compartilhamento em tempo real de forma involuntária, bastando apenas um clique errado. O documento alerta que a funcionalidade expõe de forma vulnerável grupos como mulheres, crianças e pessoas idosas a crimes graves, como roubo, perseguição (stalking), violência doméstica e assassinatos.
Segundo a parlamentar, o risco se estende até mesmo a pessoas que não ativaram a função, mas que podem ter seus endereços revelados por residirem com usuários que compartilham os dados.
Outro ponto considerado crítico na representação de Erika Hilton ao MPF envolve a captação de dados privados mesmo após a recusa do usuário.
A deputada ressalta que desabilitar o sinal de GPS do telefone celular não tem funcionado para impedir o rastreamento, uma vez que a própria plataforma da big tech informa abertamente que utilizará o sinal de internet e o endereço de IP para rastrear a localização geográfica de quem estiver conectado.
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