por Sérgio Santos
O PT nacional passou a atuar diretamente na montagem do cenário eleitoral do Pará para 2026 e defende uma nova composição para a disputa ao Senado e à Câmara Federal. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a direção nacional quer o ex-ministro Celso Sabino como candidato ao Senado, com a ex-governadora Ana Júlia Carepa na primeira suplência.
A movimentação ganhou força durante o Congresso Nacional do partido, onde chamou atenção a ausência do senador Beto Faro e da deputada estadual Dilvanda Faro, nomes centrais do grupo político que hoje concentra influência no PT paraense.
Senado no centro da articulação
A presença de Ana Júlia na suplência é vista como uma forma de garantir ao PT espaço estratégico na chapa majoritária, sem ampliar a disputa direta por uma vaga ao Senado. Nos bastidores, a avaliação é que essa composição ajuda a organizar interesses do campo governista e também da direção nacional, especialmente em um cenário em que a eleição de 2026 será prioridade para o presidente Lula e para o comando do partido.
Interlocutores relatam ainda que o ex-ministro José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, teria ligado para Ana Júlia para convidá-la a participar da filiação de Celso Sabino ao PDT. O gesto foi interpretado como um sinal de que a articulação nacional em torno do ministro avançou e ganhou respaldo importante dentro do campo lulista.
Disputa pela Câmara Federal
A reorganização também alcança a corrida para deputado federal. Parte da direção nacional do PT deve apoiar o vereador de Belém, Alfredo Costa, para a Câmara, em meio à insatisfação com a possível candidatura de Yure Faro, filho de Beto Faro, ao mesmo cargo.
A avaliação interna é que uma eventual eleição de Yure poderia ampliar a concentração de força política da família dentro do partido, já que Dilvanda já exerce mandato parlamentar. Se Yure conquistar uma vaga na Câmara Federal, mãe e filho passariam a ocupar mandatos simultaneamente.
Com isso, o PT nacional embaralha o tabuleiro político no Pará, reduz o espaço de influência da família Faro e sinaliza maior controle sobre a formação das chapas e sobre os nomes que representarão o partido nas eleições de 2026.
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