A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, preso preventivamente no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão foi comunicada à defesa do banqueiro nesta quarta-feira (20).
Segundo informações da investigação, a PF entendeu que o material entregue pela defesa continha omissões consideradas relevantes e não apresentava elementos suficientes para contribuir com o avanço das apurações. Os investigadores também apontaram uma suposta tentativa de preservar nomes influentes ligados ao esquema investigado.
A Operação Compliance Zero apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, lavagem de dinheiro, corrupção e monitoramento ilegal envolvendo o Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro seria um dos principais articuladores das irregularidades investigadas.
O impasse nas negociações da delação também teria provocado mudanças nas condições de prisão do empresário. Nesta semana, ele foi transferido de uma sala especial da Superintendência da PF, em Brasília, para uma cela comum destinada a presos em trânsito.
Além da mudança de cela, houve restrições no acesso dos advogados ao investigado. Conforme informações divulgadas, a defesa agora poderá realizar apenas duas visitas diárias, com duração limitada.
Ainda segundo relatos de aliados do banqueiro, a defesa tentou apresentar uma nova versão do acordo nos últimos dias para evitar o encerramento definitivo das negociações com a Polícia Federal.
Até o momento, a PF não informou se novas propostas de colaboração poderão ser analisadas futuramente. Agora, o caso segue sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pode aceitar a delação mesmo após recusa da Polícia Federal.
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