A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa” da organização criminosa, participando da movimentação financeira e ocultação de recursos atribuídos à facção.
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) durante uma operação da polícia que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). pic.twitter.com/pMhjE5ZnAz
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) May 21, 2026
A operação também teve como alvo outros investigados ligados ao esquema, incluindo pessoas próximas à cúpula do PCC. De acordo com a polícia, o grupo utilizaria empresas e estruturas financeiras para dificultar o rastreamento de dinheiro proveniente de atividades criminosas. Os investigadores apontam que a influenciadora faria parte do chamado “núcleo financeiro de integração” do esquema.
Durante a operação, carros de luxo ligados a Deolane foram apreendidos. Ao todo, 17 veículos avaliados em cerca de R$ 8 milhões foram recolhidos pelas autoridades. Entre os automóveis apreendidos estão modelos de alto padrão como Range Rover, Escalade, Mercedes-AMG e Jeep Limited.

As investigações tiveram início após a apreensão de bilhetes dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, em São Paulo. A partir do material, a polícia afirma ter identificado operadores financeiros e empresas suspeitas de integrar o esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, quase 50 depósitos teriam sido feitos para empresas ligadas à influenciadora, totalizando cerca de R$ 716 mil. As movimentações financeiras passaram a ser analisadas durante o inquérito.
A defesa de Deolane Bezerra ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. A prisão e as apreensões fazem parte da fase inicial da investigação e não representam condenação definitiva.
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