Prefeitura de Soure nega apoio a vídeo de influenciadores com búfalo abatido após repercussão nas redes - Estado do Pará Online

Prefeitura de Soure nega apoio a vídeo de influenciadores com búfalo abatido após repercussão nas redes

Em nota enviada ao EPOL, gestão municipal afirma que não produziu, autorizou ou apoiou a gravação e diz que o uso do nome da Prefeitura ocorreu sem autorização.

Em nota enviada ao Estado do Pará Online (EPOL), a Prefeitura de Soure negou qualquer participação no vídeo gravado por influenciadores digitais durante o preparo de um búfalo abatido, que repercutiu nas redes sociais nos últimos dias. A gestão municipal afirmou que o conteúdo não foi produzido, autorizado ou apoiado, direta ou indiretamente, pela administração.

A polêmica ganhou força após a divulgação de um vídeo em que aparecem a paraense Lia Mendonça, o cantor MC Daniel e os influenciadores Débora Paixão e Chrys Dias durante o preparo de um búfalo abatido no município de Soure, na Ilha do Marajó. As imagens dividiram opiniões nas redes sociais entre pessoas que defenderam a valorização da cultura marajoara e outras que criticaram a exposição do animal.

Além do vídeo, em comentário nas redes sociais, a influenciadora afirmou que o grupo preparou um búfalo utilizando carne proveniente de um abate legal realizado pelo Matadouro Municipal de Soure e agradeceu à Prefeitura pelo apoio à ação.

Diante da repercussão, a Prefeitura esclareceu que não possui qualquer vínculo com o conteúdo divulgado. Segundo a nota encaminhada ao EPOL, a publicação “não foi produzida, autorizada ou apoiada, direta ou indiretamente” pela gestão municipal.

A administração também informou que nenhum servidor, colaborador ou integrante da rede municipal tem autorização para associar o nome da Prefeitura a iniciativas que não sejam oficialmente reconhecidas pela gestão. Ainda conforme a nota, o uso institucional da imagem do município é de responsabilidade exclusiva dos canais oficiais e das ações promovidas pela administração.

No posicionamento, a Prefeitura ressaltou que reconhece a criação de búfalos como uma atividade histórica do Marajó, ligada à economia local e ao sustento de centenas de famílias. A gestão destacou que a bubalinocultura é uma prática tradicional da região e faz parte da identidade cultural do município.

Por outro lado, a administração avaliou que a divulgação de imagens sem contexto e voltadas apenas para gerar repercussão nas redes sociais não representa a realidade do trabalho desenvolvido no campo nem contribui para que o público compreenda a importância da atividade para a população marajoara.

A repercussão do vídeo também motivou manifestação do Projeto Amicão, grupo de proteção animal da região do Marajó. Em nota publicada nas redes sociais, a entidade afirmou que, embora reconheça a criação e o abate de animais para alimentação como parte da realidade econômica e cultural da região, considera inadequada a exposição de animais mortos como forma de entretenimento ou estratégia para gerar engajamento nas plataformas digitais.

Ao final da nota enviada ao EPOL, a Prefeitura reafirmou o compromisso de valorizar a cultura, a produção e a população de Soure “de forma verdadeira, cuidadosa e condizente com a riqueza que o município representa para o Pará e para o Brasil”.

Nota na integra:

A Prefeitura Municipal de Soure vem a público esclarecer que não tem qualquer vínculo, autoria ou participação no conteúdo que vem sendo veiculado nas redes sociais envolvendo imagens do manejo do búfalo em comunidades do território sourense. A publicação em questão não foi produzida, autorizada ou apoiada, direta ou indiretamente, por esta Gestão Municipal.

A administração reforça, ainda, que nenhum servidor, colaborador ou membro da rede municipal possui aval da gestão para associar o nome da instituição a ações, publicações ou iniciativas que não estejam alinhadas aos valores e diretrizes desta administração. O uso institucional da imagem da Prefeitura é de responsabilidade exclusiva dos canais oficiais e das ações formalmente reconhecidas pela gestão.

O Município reconhece a criação bubalina como atividade histórica, ligada à economia, inclusive a economia familiar e ao sustento de centenas de famílias, desenvolvida há gerações com técnica, conhecimento próprios das comunidades marajoaras e respeito à bubalinocultura. Trata-se de uma atividade regulamentada e amplamente reconhecida como parte da matriz produtiva e cultural da região.
A gestão municipal entende que a divulgação de determinadas imagens, quando feita sem qualquer contextualização e voltada unicamente para gerar reação e alcance nas redes, não representa a realidade do trabalho no campo nem contribui para a compreensão do público sobre o que de fato constitui a vida no Marajó.

Diante disso, a Prefeitura de Soure reforça seu compromisso de dar visibilidade à sua cultura, sua produção e seu povo de forma verdadeira, cuidadosa e condizente com a riqueza que o Município representa para o Pará e para o Brasil.

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