Polícia conclui inquérito sobre atropelamento que matou quatro torcedores do Remo em Belém - Estado do Pará Online

Polícia conclui inquérito sobre atropelamento que matou quatro torcedores do Remo em Belém

Motorista investigado foi indiciado por homicídio doloso qualificado e permanece preso à disposição da Justiça após tragédia registrada na avenida Augusto Montenegro.

Pablo Henrique Farias da Silva, preso em flagrante após o atropelamento.
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A Polícia Civil do Pará concluiu o inquérito que investigava o atropelamento de torcedores do Clube do Remo ocorrido no fim de maio, em Belém, e encaminhou o caso à Justiça. O episódio, registrado na madrugada do dia 29 de maio, na avenida Augusto Montenegro, no bairro Parque Verde, resultou na morte de quatro pessoas e causou grande repercussão no estado.

Segundo a corporação, o motorista Pablo Henrique Farias da Silva foi indiciado por homicídio doloso qualificado, quando há entendimento de que o autor assumiu o risco ou teve a intenção de provocar as mortes. Durante as investigações, a Polícia Civil também solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que ele segue custodiado e à disposição do Poder Judiciário.

De acordo com as apurações, o veículo conduzido por Pablo atingiu seis pessoas que trafegavam em motocicletas pela via. Algumas das vítimas seriam integrantes de uma torcida organizada do Remo. O caso ocorreu após a partida entre Paysandu e Nacional-AM, realizada em Manaus, que garantiu ao clube paraense o bicampeonato da Copa Norte.

Três vítimas morreram ainda no dia do atropelamento. Elder Martins Santos e Ruan Garcia Batista não resistiram aos ferimentos e faleceram no local. Jonatan Mateus Maciel chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas morreu no hospital. Dias depois, Davi Souza Conceição, que permanecia internado em estado grave, também não resistiu e faleceu, elevando para quatro o número de mortos.

As investigações apontam que houve uma perseguição antes do atropelamento, mas a Polícia Civil ainda não divulgou detalhes completos sobre a dinâmica dos fatos. A defesa do motorista sustenta que ele tentava escapar de uma confusão na rodovia, após ter o veículo apedrejado, e que acabou perdendo o controle da direção.

O caso também teve desdobramentos judiciais. Em decisão anterior, o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) havia concedido liberdade provisória ao investigado mediante o pagamento de fiança fixada em R$ 81.050, equivalente a 50 salários mínimos. A medida também determinava a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o cumprimento de medidas cautelares.

Entretanto, conforme informado pelas autoridades, o motorista permanece preso. Segundo registros do processo, há indícios de que ele conduzia o veículo sob efeito de bebida alcoólica no momento do atropelamento, fator considerado relevante para o avanço das investigações e para o pedido de prisão preventiva.

Com a conclusão do inquérito policial, caberá agora ao Ministério Público analisar os autos e decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça, dando sequência ao processo criminal relacionado ao caso.

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