Brasil

PF deflagra ‘Operação Miragem’ contra fraudes financeiras em banco de Edir Macedo

Por Daniel Vinagre
23/06/2026 às 11:52 • 2 min

Foto: Instagram @bispomacedo/Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O alvo das investigações é o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Por não residir atualmente no Brasil, o religioso não foi alvo direto das medidas restritivas.

A ofensiva mobilizou mais de 50 policiais federais para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.

Além das buscas, a decisão judicial determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de todos os investigados, bem como o sequestro e o bloqueio de bens e valores em contas bancárias no montante de até R$ 670 milhões.

Maquiagem contábil e relatórios do Banco Central

As investigações da PF foram subsidiadas por relatórios técnicos de fiscalização do Banco Central do Brasil. Os documentos apontam que a diretoria e os gestores da instituição financeira manipulavam sistematicamente os demonstrativos contábeis e os registros regulatórios obrigatórios.

O objetivo da fraude era duplo: ocultar a real situação de crise financeira do banco para aparentar solvência perante os órgãos federais de controle e, ao mesmo tempo, viabilizar a continuidade de operações de crédito supostamente irregulares e de alto risco.

Crimes e punições

De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos na gestão do Banco Digimais responderão judicialmente na medida de suas responsabilidades individuais. A lista de crimes financeiros investigados no inquérito inclui:

  • Gestão fraudulenta de instituição financeira;
  • Inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis oficiais;
  • Realização de operações de crédito vedadas pela legislação bancária brasileira.

O bispo, que costuma posta vídeos em suas redes sociais, não se pronunciou até o momento.

Leia também:

WhatsApp