Brasil

IBGE lança plataforma com foco no El Niño para capacitar municípios contra desastres climáticos

Por Estado do Pará Online
23/06/2026 às 12:05 • 2 min

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, nesta terça-feira (23), o Singed Lab Desastres, uma plataforma projetada para preparar gestores públicos e privados para o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

O foco imediato do sistema é estruturar a estratégia nacional de atenção ao El Niño – fenômeno de aquecimento das águas equatoriais do Oceano Pacífico que deve ganhar força ao longo de 2026, gerando um inverno com temperaturas acima da média histórica no Brasil. O início das operações está programado para o dia 1º de julho.

A iniciativa visa mudar o papel do instituto na gestão de crises, migrando da contabilidade de danos para a produção ativa de dados voltados à prevenção e mitigação de desastres. Na avaliação do presidente do IBGE, Marcio Pochmann, a ferramenta tecnológica permitirá que o poder público atue de forma antecipada.

“O Singed Lab Desastres inaugura uma nova fronteira para o Estado brasileiro: usar inteligência territorial e estatística não apenas para contar perdas, mas para evitar que elas aconteçam”, declarou o presidente.

Capacitação local e monitoramento em tempo real

O programa pedagógico e operacional do sistema foi estruturado para descentralizar as ações de defesa civil, focando na realidade de cada território. O funcionamento do laboratório ocorrerá em duas frentes integradas:

  • Formação Preventiva: Gestores locais serão capacitados a mapear e identificar informações geográficas e demográficas indispensáveis de seus próprios municípios, preparando os planos de contingência antes do período crítico.
  • Apoio Durante Emergências: No momento da ocorrência do desastre, a plataforma disponibilizará um pacote virtual de dados em tempo real, cobrindo o contingente populacional em áreas de risco, manchas de inundação e quantitativo de domicílios diretamente afetados.

A meta de longo prazo do IBGE é induzir a criação de Comissões de Prevenção de Desastres específicas em cada município brasileiro.

Esses comitês locais serão formados por agentes técnicos treinados na leitura de dados estatísticos e territoriais, garantindo respostas rápidas em situações climáticas adversas e salvaguardando populações vulneráveis.

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