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Exposição à água no verão aumenta risco de otite; Sesma orienta como prevenir a doença

Período de férias e maior contato com rios, praias e piscinas favorecem casos de otite externa; especialistas alertam para cuidados simples e sinais de alerta.

Por Felipe Borges
28/07/2026 às 10:02 • 3 min

Foto: Reprodução/Internet

O aumento da exposição à água durante o verão amazônico e o período de férias escolares eleva o risco de casos de otite externa, inflamação conhecida como “ouvido de nadador”. O alerta é da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), que orienta a população sobre medidas de prevenção para evitar infecções no canal auditivo.

Segundo a Sesma, a otite externa é provocada, principalmente, pela umidade que permanece no ouvido após banhos de rio, piscina, praia ou igarapé. Esse ambiente úmido favorece a proliferação de bactérias e fungos, aumentando a ocorrência da doença nesta época do ano.

Sintomas da otite externa

A inflamação pode causar dor intensa, coceira, sensação de ouvido tampado, secreção e, em alguns casos, redução da audição. Apesar de ser frequente durante o verão, a doença pode ser evitada com hábitos simples de higiene e cuidados após atividades aquáticas.

A fonoaudióloga da Sesma, Karyne Cavalcante, orienta que a principal medida preventiva é retirar o excesso de água do ouvido de forma adequada.

Após sair da água, a recomendação é secar apenas a parte externa da orelha com uma toalha limpa e inclinar a cabeça para facilitar a saída da água acumulada. A especialista também alerta para o risco do uso de cotonetes e outros objetos no canal auditivo, prática que pode remover a proteção natural do cerume, provocar pequenas lesões e facilitar infecções.

Pessoas que apresentam histórico recorrente de otite podem utilizar protetores auriculares de silicone durante atividades aquáticas, desde que com orientação de um profissional de saúde.

Quando procurar atendimento médico

A Sesma orienta que a população procure atendimento médico ao apresentar sintomas como dor intensa no ouvido, secreção, coceira persistente, sensação de ouvido abafado, diminuição da audição, febre ou piora do quadro clínico. A recomendação também é evitar a automedicação, especialmente o uso de gotas auriculares sem prescrição, já que o medicamento inadequado pode agravar a inflamação, dependendo da causa.

Como prevenir a otite

Embora seja comum durante o verão, a otite externa pode ser evitada com medidas simples no dia a dia. A Sesma recomenda:

  • secar bem os ouvidos após sair da água, inclinando a cabeça para retirar o excesso de líquido;
  • evitar o uso de cotonetes, grampos, chaves ou outros objetos para limpar o canal auditivo;
  • não tomar banho em locais com águas consideradas impróprias para recreação;
  • manter a higiene de objetos de uso pessoal, como fones de ouvido;
  • utilizar protetores auriculares de silicone apenas com orientação profissional, em casos de predisposição à otite.

Onde buscar atendimento em Belém

Os casos suspeitos podem ser atendidos inicialmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), responsáveis pela avaliação médica, controle da dor, diagnóstico e início do tratamento.

Nos casos mais graves ou com complicações, a referência é o Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM da 14), que conta com suporte de especialistas em otorrinolaringologia.

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